Os políticos portugueses demonstraram nos últimos tempos o seu desconhecimento e a demagogia que os motiva, quando falam em reformas da administração pública. Esta afirmação pode parecer forte e contrária à mudança e evolução, quando apenas pretende ser realista e de acordo com a experiência de países mais desenvolvidos, que até já passaram por esta fase de mudanças há décadas.
São conhecidas três modalidades (grosso modo) de prémios de desempenho decorrentes de avaliação do desempenho, é dos manuais:
O modelo anglo-saxónico, em que os prémios se restringem às altas e médias chefias de acordo com o desempenho global dos serviços e do cumprimento dos objectivos estabelecidos.
O modelo dos países do Leste europeu em que o global das remunerações depende dos prémios e portanto das avaliações em quase todos os níveis.
E o modelo verdadeiramente europeu em que os prémios são quase simbólicos (menos de 10%).
O primeiro está de acordo com um tipo de mentalidade própria desse tipo de cultura e só premeia os dirigentes. O segundo é manifestamente iníquo potenciador de arbitrariedades e contrário ao espírito de missão pública. O terceiro, mais equilibrado do que os restantes já demonstrou que os prémios não motivadores nem são relevantes para a melhoria do desempenho.
Só agora começam a ser tornadas públicas conclusões sobre estas matérias, resultado da experiência em alguns casos de duas décadas, e tão presentes no discurso dos actuais políticos e analistas nacionais.Para finalizar, deixo apenas uma conclusão já divulgada nos idos de 2004 em que se conclui que os “sistemas carecem de legitimidade ao não merecerem a confiança dos funcionários, em virtude da sua subjectividade e falta de transparência.”
São conhecidas três modalidades (grosso modo) de prémios de desempenho decorrentes de avaliação do desempenho, é dos manuais:
O modelo anglo-saxónico, em que os prémios se restringem às altas e médias chefias de acordo com o desempenho global dos serviços e do cumprimento dos objectivos estabelecidos.
O modelo dos países do Leste europeu em que o global das remunerações depende dos prémios e portanto das avaliações em quase todos os níveis.
E o modelo verdadeiramente europeu em que os prémios são quase simbólicos (menos de 10%).
O primeiro está de acordo com um tipo de mentalidade própria desse tipo de cultura e só premeia os dirigentes. O segundo é manifestamente iníquo potenciador de arbitrariedades e contrário ao espírito de missão pública. O terceiro, mais equilibrado do que os restantes já demonstrou que os prémios não motivadores nem são relevantes para a melhoria do desempenho.
Só agora começam a ser tornadas públicas conclusões sobre estas matérias, resultado da experiência em alguns casos de duas décadas, e tão presentes no discurso dos actuais políticos e analistas nacionais.Para finalizar, deixo apenas uma conclusão já divulgada nos idos de 2004 em que se conclui que os “sistemas carecem de legitimidade ao não merecerem a confiança dos funcionários, em virtude da sua subjectividade e falta de transparência.”
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