O PS, apesar de apenas ter uma maioria relativa no Parlamento, comporta-se do mesmo modo que usava quando tinha uma maioria absoluta.
As negociações com os sindicatos da função pública nada mais foram que uma fantochada. O Governo dizia-se disposto a negociar, mas recusava-se a falar de aumentos e a discutir as reformas, o que transformava as negociações em imposições.
O Orçamento de Estado para 2010 também se transformou numa troca de palavras para parolo ouvir, porque à partida já se sabia que o PSD e o CDS iam viabilizar um diploma que se apressaram a dizer que não era o seu.
A Assembleia da República, com a aprovação deste OE, mostrou aos cidadãos a grande diferença que existe entre o que se diz e o que resulta de facto da sua actuação em concreto. Os dois partidos à direita do PS viabilizaram um orçamento que meia hora depois diabolizaram, e do qual querem lavar as mãos como se para a sua aprovação não tivessem contribuído de facto.
A hipocrisia utilizada na política, em matérias que têm grande impacto na vida de todos os portugueses merece a condenação de quem paga os salários destes senhores que não sabem assumir os seus actos.
Como frequentemente dizemos na gíria popular, “mão podemos simultaneamente estar bem com Deus e com o Diabo”.







