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segunda-feira, fevereiro 20, 2017

VISÕES SOBRE PORTUGAL

A poucos dias da inauguração da exposição “ A Cidade Global” no Museu Nacional de Arte Antiga, importa saber como é vista pelos estrangeiros a sociedade portuguesa em determinadas épocas da nossa História.

Esta exposição que pretende mostrar a Lisboa do Renascimento, suportada por dois quadros que são considerados polémicos por alguns especialistas nacionais, está de acordo com diversos autores estrangeiros como Roger Crowley ou Martin Page, e afasta-se bastante duma visão presa a complexos que nos vinha a ser transmitida por historiadores nacionais.

O modo como vimos e o modo como fomos vistos por estrangeiros é diverso, e se os últimos pensam que Portugal mudou o mundo e criou o primeiro Império Global no século XVI, nós somos mais modestos e apenas nos concentramos nas descobertas e na expansão da fé cristã, e não nas suas consequências, excepto na riqueza do rei D. Manuel e nas suas maiores manifestações, os monumentos e a embaixada ao Papa.

Vem a propósito recordar que quando falamos do nosso século XVIII vamos directamente para o D. João V, para o ouro do Brasil, e para o Convento de Mafra e não conseguimos relatar como era a nossa sociedade por esses dias com a crueza que o fazem autores como Johann Heinrich Friedrich Link que nos descrevem como um povo em clausura monástica, em que as procissões eram um acontecimento social, quase que como um carnaval, em que serviam de manifestação exterior de religiosidade, mas que socialmente é uma festa e uma ocasião para se conviver, mostrar e até conveniente a nível político, em que o monarca não se inibia de participar colhendo assim popularidade.


O contraste entre a visão dos nossos historiadores e a dos viajantes e investigadores estrangeiros é enorme, e faz-nos meditar sobre o que realmente fomos…


domingo, agosto 16, 2015

PURA VONTADE DE HUMILHAR



Há políticos que tudo fazem para justificar o asco que causam a todos os que sabem respeitar a independência dos povos, sabem respeitar os adversários e toleram a diferença de opiniões.

Schauble é o retrato acabado dum político que se acha o dono da verdade, e que aproveitando-se da posição dominante da Alemanha, a nível económico, não só obriga líderes estrangeiros a submeterem-se à sua vontade, como mostra prazer em humilhar publicamente que se atreva a defrontá-lo, como aconteceu recentemente com os dirigentes gregos.

Todos se devem lembrar do que disse de Varoufakis e, mesmo agora, aproveitou para humilhar o primeiro-ministro grego ao afirmar que “Tsipras deve fazer “o contrário” do que prometeu aos eleitores.

Não sei se este fulano é tão azedo e malévolo por algum complexo, mas lá que parece muito recalcado, isso parece.