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domingo, agosto 16, 2015

PURA VONTADE DE HUMILHAR



Há políticos que tudo fazem para justificar o asco que causam a todos os que sabem respeitar a independência dos povos, sabem respeitar os adversários e toleram a diferença de opiniões.

Schauble é o retrato acabado dum político que se acha o dono da verdade, e que aproveitando-se da posição dominante da Alemanha, a nível económico, não só obriga líderes estrangeiros a submeterem-se à sua vontade, como mostra prazer em humilhar publicamente que se atreva a defrontá-lo, como aconteceu recentemente com os dirigentes gregos.

Todos se devem lembrar do que disse de Varoufakis e, mesmo agora, aproveitou para humilhar o primeiro-ministro grego ao afirmar que “Tsipras deve fazer “o contrário” do que prometeu aos eleitores.

Não sei se este fulano é tão azedo e malévolo por algum complexo, mas lá que parece muito recalcado, isso parece.



sábado, abril 28, 2012

HUMILHAÇÃO

Há quem diga que os sacrifícios são necessários, que são impostos pela troika, que não se está a ir além do que a troika recomendou. Outros dizem que se está a ir para além do que a troika estipulou, e que já se ultrapassou o limite do aceitável. 

A austeridade em si mesma não leva à solução dos nossos problemas, pelo contrário agrava-os começando pelo desemprego e continuando pelo definhar da economia. Agora que são evidentes os resultados desta austeridade tão do agrado da senhora Merkel, já se ouve não só o senhor Stiglitz, mas até empedernidos apoiantes da receita, a proclamar que continuando a seguir esta receita a própria Europa caminha para o suicídio. Entretanto aqui em Portugal os trabalhadores continuam a ser humilhados, com aumentos de impostos e taxas, perdas de direitos laborais e sociais, e cortes nos salários como se fossem eles os responsáveis pelo estado a que o país chegou. 

Nas cadeiras do poder, político e económico, revezam-se os mesmos que levaram o país quase que à bancarrota, impávidos e serenos como se não tivessem culpas no cartório. Saltam de um poleiro para o outro sem nunca serem responsabilizados pelo mal que fizera. 

Triste povo este que não condena quem nos desgraçou e se verga aos discursos de inevitabilidades e de emergência nacional, sem se revoltar e gritar bem alto o que lhe vai na alma. A dignidade deste povo está a ser espezinhada, só não se sabe é por quanto tempo mais.

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