sábado, julho 14, 2012

À CONVERSA

Continuo a ser frequentador do café cá da zona porque é o sítio onde se encontram os vizinhos fora das horas de trabalho. Uns trabalham, outros já estão reformados mas todos aproveitamos para dar dois dedos de conversa, falando de tudo um pouco. 

Nesta última noite a conversa pendeu para o as conversas sobre o trabalho e sobre os chefes e, curiosamente, a história mais eloquente veio da boca do Necas, que se reformou recentemente. 

Dizia o Necas que o seu último chefe, que teve que gramar durante 9 longos anos, ara um especialista em dar mão-de-vaca aos subordinados sempre que o serviço era alvo de alguma reclamação, mesmo que o motivo fosse da sua inteira responsabilidade. Numa destas ocasiões, nem se eximiu de passar uma reprimenda injusta, na presença do superior máximo da empresa ao funcionário mais velho da casa, por acaso seu antecessor no cargo. 

O Necas, que sempre foi parco em palavras, mas duro no uso da palavra, como bom transmontano, saiu em defesa do colega e atirou ao chefe: O senhor que me desculpe pelo comentário, mas um chefe que se escuda sempre atrás da incompetência dos subordinados, é alguém que não foi capaz de conseguir aproveitar as qualidades, nem motivar suficientemente aqueles que é suposto dirigir. O senhor está portanto a falar contra si próprio. 

A partir daí o Necas foi colocado na prateleira e reformou-se, pois a verdade não é apreciada e as chefias incompetentes são frequentemente premiadas, como o próprio fez notar

CARTOON

PINTURA
Black White by dingbat23

9 comentários:

elvira carvalho disse...

É sempre assim.
Um abraço e bom fim de semana

São disse...

Infelizmente, a frontalidade não é apreciada em Portugal e , sei também que se paga cara.

Um abraço

Metalurgia das letras disse...

Patrões x empregados um tipo de relação que poderia ser harmônica, mas que não passa de explorador e explorado.

Anónimo disse...

A mediocridade existe em quantidade...
Bjos da Sílvia

Evanir disse...

Ter vc comigo é maravilhoso! Obrigada pelo carinho e sua amizade.
Obrigada por reservar um cantinho em sua vida. para abrigar o meu amor e carinho.
obrigada por partilhar comigo.momentos tão sublimes nesta troca gratuita de amizade!
Que Deus te proteja hoje e sempre.
Obrigada também por estar sempre comigo
em todos os momentos da minha vida.
E através dessa magica telinha que encontrei
alegria de viver e lutar sempre .
Aqui tenho amigos reais por isso
sempre digo.
Amigos para Sempre.
Um feliz e abençoado final de semana.
Beijos no coração,Evanir.
Não se esqueça que ..
Estou seguindo -te e te amando.

tulipa disse...

ACHA INTERESSANTE ESTA DESCRIÇÃO?
...
Como obra de arte,
o Chafariz dos Pasmados, poderá ser descrita da seguinte forma:

- Espaldar composto de um corpo central - de maior porte - e dois laterais, - recuados - de perfil superior recortado.

O corpo central é coroado por uma “rosa dos ventos”, em metal, facetado, com quatro pontos cardeais e oito colaterais, a qual está fixa num suporte em alvenaria que assente no frontão em forma de mitra.
Este, está separado da cartela central por um friso que corre a todo o comprimento da fonte.
Este frontão com um friso boleado toda a volta, tem no seu interior uma outra pequena cartela ladeada de dois ramos de loureiro por banda, contendo a seguinte inscrição:
“ANNO 1787”, ou seja, o ano da inauguração.

A cartela central é ladeada por duas pilastras, em cantaria, abauladas na face interior. Estas pilastras, assim como as outras duas dos cunhais da frontaria,
são rematadas por urnas, do cimo das quais saem flâmulas em espiral.

A cartela é rectangular mas nos topos formam arcos: côncavo no superior e convexo no inferior.

Sobre o superior, encontra-se o escudo de D. Maria I, (a soberana reinante em 1778), primorosamente esculpido em mármore.

No interior da reserva e assente numa peanha que faz secante ao arco inferior da cartela, está, adossado à parede, um formoso vaso florido esculpido em baixo-relevo no mármore.

Entre este e a bacia do chafariz, colocado na posição vertical, um golfinho, igualmente esculpido em mármore, com o corpo formando meia espiral, de cuja boca jorra, dia e noite água viva.

ENTÃO,
VENHA VISITAR-ME...!

AMIGO
pois...tal como o Necas eu também teria as minhas histórias de chefes para contar, mas prefiro esquecer!
...Obrigado pela partilha.
Abraços.

Zé Marreta disse...

É. É o dia a dia, o quotidiano, situações que se repetem constantemente em qualquer ramo de actividade, seja privado ou público. Sobre esta matéria, modéstia à parte, considero-me um professor catedrático, pois já lidei com essa escumalha durante muitos e bons anos, com muito prejuízo próprio, mas sem nunca baixar a cabeça nem desarmar.
Infelizmente o lambe-botismo, o compadrio e a bufaria continuam a ser instituições no mundo laboral nacional.
Num país onde se premeia os pedicados descritos ao invés da competência, lisura, honestidade, carácter, nunca se pode almejar patamares de desenvolvimento elevados.
Uma questão educacional/civilizacional/cultural que emorará muitos e bons anos a mudar.

Saudações!

Pata Negra disse...

Velhas lições que ninguém quer escutar! Afinal as culpas não estão só nos governos, nós as vivemos nos nossos micro-mundos! A solução seria a educação! Acontece que também nas escolas existem chefes e sub-chefes e "necas". É por isso que eu continuo a achar que o caminho para a Revolução se faz de porta a porta.
Um abraço à tua porta (ou à minha!)

zeparafuso disse...

Infelizmente há muitos chefes como este e poucos "necas". Muitos engraxadores e cada vez menos "necas". Numa altura em que trabalhar é necessário, como necessário é puxarmos todos para o mesmo lado, (sempre foi, mas agora muito mais) encontramos exploradores muitos, e explorados muitos mais. Saudosista? Nem por isso, de algumas coisas, sim! Quase tanto tempo de democracia como de ditadura, qual é o saldo?
Abraço do Zé (o outro).