sexta-feira, janeiro 12, 2007

DESAFIO OU SOBREVIVÊNCIA?



O aumento do custo de vida e as dificuldades do povo português mereceram dum responsável do governo o comentário infeliz, de que estamos perante um desafio. Foi infeliz no termo utilizado ainda que a situação seja difícil. Também ficou por esclarecer quando é que seremos TODOS recompensados pelos sacrifícios que nos impuseram.
O poder afasta a classe política da realidade dos governados, sem que eles se apercebam disso, se é que se ralam com o detalhe. Os preços aumentam, os salários não acompanham sequer a inflação calculada (quanto mais a real), o desemprego continua muito alto, os impostos aumentam (apesar das promessas eleitorais) e o que se vislumbra é um agravamento da situação.
Os direitos laborais e sociais não podem ser reduzidos a esmolas, não foi por isso que lutámos e trabalhámos durante muitos anos. Não é de caridade que falamos, mas antes de justiça social e melhor repartição da riqueza produzida.
Desafio, senhor ministro, devia ser para si responder a estes anseios dos portugueses.


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CHAMADA DE ATENÇÃO VINDA DA ÍNDIA



LEIA E AFIXE EM LOCAL VISÍVEL



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CARTOON



quinta-feira, janeiro 11, 2007

O IRÃO DE DURÃO



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OUTROS ANIMAIS



New Sucker-Footed Bat Discovered in Madagascar


Scientists were conducting fieldwork in the fast-disappearing forests of Madagascar when they found this new species of bat with sticky suckers on its feet and thumbs.
The creature, dubbed Myzopoda schliemanni, uses the adhesive organs to scale the large, broad leaves of tropical plants where it roosts...

http://news.nationalgeographic.com/news/2007/01/070108-bat-sucker.html
By Blake de Pastino
Photograph by Steven M. Goodman, Courtesy of the Field Museum


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RECORDAÇÕES


quarta-feira, janeiro 10, 2007

PREOCUPAÇÕES SOCIAIS ?

Não basta ao governo do partido socialista vir dizer que tem preocupações sociais para que todos acreditemos nisso. Palavras leva-as o vento e o que conta são os factos e as acções.
Os direitos sociais, que todos julgavam um direito adquirido começaram a ser severamente cortados a bem da economia, da contenção de despesas do erário público e para assegurar a igualdade e o futuro do sistema de segurança social. Este tem sido o discurso oficial, quando na prática só assistimos a menores prestações sociais (reformas e comparticipações na saúde) e ao nivelamento por baixo dos direitos.
O corte nas despesas públicas, sociais e na própria função pública, até foram iludindo a opinião pública que foi levada a pensar que de facto se íam verificar menos despesas e que num horizonte razoável, (dois, três anos), a situação estaría regularizada e a carga fiscal podería ser aliviada e o pedido de sacrifícios acabasse recompensado.
Estavam enganados, melhor, foram iludidos. As despesas globais do Estado aumentaram, diminuiu o investimento e os sacrifícios estão para ficar e com agravamentos. Mas, pergunta-se: então apertamos o cinto para nada? A resposta é um rotundo não, pois há quem esteja a ganhar com tudo isto.
Para se fazer uma ideia de como se desbarata dinheiro, de que alguns beneficiam, estima-se que só em benefícios fiscais se percam mais de 2.000 milhões de euros em 2007, seguramente mais 15% do que no ano de 2006. Claro que não estamos a falar nos trabalhadores por conta de outrem, estamos a falar dos grandes grupos económicos.
Não é à toa que o número de viaturas automóveis vendidas diminui, aumentando as vendas dos topos de gama, não é à toa que temos milhares de apartamentos normais por vender e se vendem moradias de luxo como cogumelos, nem será também por acaso que somos dos países da EU os piores classificados na distribuição dos rendimentos.
Preocupações sociais? Vou ali e já venho!




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A FOTO DE HOJE








REALIDADES DE SEMPRE

A migrant labourer looks out of a window as he waits in a train compartment in Guwahati, the major city of India's northeastern state of Assam January 9, 2007. Huddled in buses, trucks and trains, thousands of poor migrant labourers fled revolt-torn Assam on Tuesday, the second day of an exodus triggered by the killing of scores of workers by separatists.
09 Jan 2007 REUTERS/Utpal Baruah

terça-feira, janeiro 09, 2007

HOJE, PATRIMÓNIO JÁ NÃO É NOTÍCIA

Ontem podia ler-se na imprensa a notícia de que havia museus a encerrar ao almoço por falta de pessoal e que os restantes estavam em risco de o vir a fazer muito em breve, hoje e apesar de ainda não haver solução, pois ficou bem claro pela voz de responsáveis que ainda era um assunto em cima da mesa, já deixou de ser notícia.
A leveza com que se tratam os problemas do Património e o desinteresse da comunicação social tem sido uma constante e não se pode dizer que estejam a prestar um bom serviço, pelo menos nesta área. Será mais “suculento” falar-se de pessoal excedentário na função pública, sempre faz salivar uns quantos, ou noticiar a vitória do Atlético e como foi festejada com leitão da Bairrada, satisfazendo os que nem querem ouvir falar do F. C. do Porto.
Na voracidade da procura de factos novos, que nem sempre são notícias, ficam sem esclarecimento muitas coisas que importam mas não vendem.Os portugueses são convidados a escolher as suas 7 maravilhas, mas, para a comunicação social pouco interessa que estas estejam a ficar desleixadas ou que possam ficar degradadas e abandonadas.



A CONQUISTA DO ESPAÇO

A concept image of Ares I, NASA's crew launch vehicle that will carry the Orion capsule with its crews of four to six astronauts to Earth orbit. (NASA/MSFC)

segunda-feira, janeiro 08, 2007

CULTURA, O PARENTE POBRE

Já por diversas vezes foi aqui dado o alerta para a situação de penúria de recursos humanos nos museus, palácios e monumentos desta país, aviso este que apesar de ser sobejamente conhecido pela tutela e pela comunicação social nunca mereceu o relevo devido. Todos os anos por ocasião da Páscoa, 2006 foi uma das poucas excepções, os portugueses são confrontados com artigos e comentários televisivos sobre a greve nos museus, onde o assunto é reduzido “à tradicional greve da Páscoa”, acompanhados de comentários perfeitamente idiotas de “ser um modo de conseguir mais uma ponte”.
Os problemas do sector são muito concretos e reais, e a falta de pessoal de vigilância é um dos principais. O Ministério da Cultura anda há longos anos a mascarar a situação recorrendo a pessoal contratado sobre diversas formas, precárias entenda-se, para suprir as necessidades permanentes dos serviços. Não estamos a falar de épocas de picos de visitas mas sim do ano inteiro e já há mais de uma dúzia de anos.
Segundo o DN de hoje, 8 de Janeiro de 2007, houve uma reunião na passada sexta-feira no MC onde se tratou deste assunto e que “há estratégias, mas as soluções ainda não estão em cima da mesa”. Só agora é que soam as campainhas de alarme, porque já há serviços a encerrar à hora de almoço?
É curioso que na passada semana tenha vindo a público uma notícia sobre a abertura de concursos para serviços extintos, e que as explicações do Ministério das Finanças tenham sido: «a lei não proibiu os serviços de abrirem concursos», «enquanto os serviços não forem fundidos noutros continuam em actividade para o que é necessário ter os recursos humanos adequados». Na altura, sábado passado, manifestei a minha estranheza, não acreditei no que estava a ler, e sei que Manuel Bairrão Oleiro também não está a mentir quando afirma que os quadros de pessoal não estão abertos, ao que acrescento que as Finanças não autorizaram nestes últimos anos concursos de admissão nem muitos de acesso.Para onde estão a levar a Cultura e onde está a comunicação social que não foca os problemas no seu devido contexto.

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ARQUEOLOGIA E CINEMA






Beyond ''Apocalypto'': What Maya Empire Looked Like

NOVA SEMANA, VELHAS NOTÍCIAS

Começa uma nova semana e vai continuar a ser notícia a abertura da época de saldos, o aumento dos combustíveis e os outros aumentos já anunciados na semana anterior. Na política vamos conhecer pormenores das visitas ao estrangeiro de Cavaco e de Sócrates e de alguns dos membros das respectivas comitivas.
Ruído também haverá quanto a casos de justiça, mas nada que não se saiba óu pelo menos se suspeite há muito tempo. Lá mais para o fim da semana vai falar-se de Património (enfim) a propósito das 7 maravilhas de Portugal e poderemos rever Freitas do Amaral e Fernando Seara a manifestar que gosta da Fortaleza de Sagres (?).
Nos cafés vai-se discutir bastante os signos e a sua influência na condução.
Tudo o que não mencionei, se acontecer, será notícia importante na certa.

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CARTOON


JUNIÃO S. Paulo / Brasil



Preço dos combustíveis
Cartoon publicado no jornal "Diário do Povo", Campinas/SP. A constante subida do preço dos combustiveis é um verdadeiro roubo à escala mundial


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CARTOON

Omar Perez
Espanha

http://www.omarperez.org/

domingo, janeiro 07, 2007

ECONOMÊS

A linguagem indecifrável mas previsível dos economistas e dos ministros das Finanças deste país deixa os cabelos em pé com as incongruências das suas análises e explicações.
O Estado prevê poupar quase 5.000 milhões de euros com funcionários públicos em quatro anos, isto apenas com os cortes nos gastos (?) com os ditos. Já nos “ganhos em eficiência conta amealhar mais 2.500 milhões. Se não me engano, ainda não ouvi ninguém dizer (ou questionar) quanto vão custar as aquisições de serviços que o Estado vai “externalizar” (desculpem o termo) neste mesmo período de tempo, quatro anos.
Ainda queria manifestar a minha admiração, quiçá ignorância, perante a notícia de que o ministro Teixeira dos Santos “deseja a continuidade de Paulo Macedo no cargo de director-geral dos Impostos” sem criar uma situação de excepção contrária à legislação aprovada. É curioso que tenha, agora, estas reticências depois de dois anos de governo deste executivo, pois a situação de excepção já existe, e ao mesmo tempo fale em rigor. Parece-me que este senhor tem usado a sua posição com perfeito domínio da máquina informativa no sentido da manutenção do cargo, mas sei que nem estou a ser original, pois há quem já tenha denunciado a situação há algum tempo na blogosfera.
Será que Paulo Macedo é o único português com capacidade para exercer este cargo?



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QUANTO PODE VALER UMA MARCA CULTURAL?




Segundo o Libération apurou a França poderá vir a receber 500 milhões de euros por ceder a marca Louvre a Abu Dhabi.
Um novo Louvre pode vir a ser construído no emirato árabe, pelo menos há conversações nesse sentido, e deverá ser inaugurado em 2012.
António Pinho que tanto relevou a importância do golfe na economia, pode agora constatar que, também noutros sectores há potencialidades económicas a explorar assim se invista na sua excelência.




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MOTOS


Ruben Faria of Portugal powers his KTM through a corner during the first special stage of the Lisbon-Dakar rally in Grandola, southern Portugal January 6, 2007.
06 Jan 2007 REUTERS/Jose Manuel Ribeiro

sábado, janeiro 06, 2007

A INTERVENÇÃO CÍVICA

Já todos lemos e ouvimos comentários sobre a pouca intervenção cívica dos portugueses. De facto há muita gente que evita, foge mesmo, de tomar posição pública sobre coisas que em privado contesta e critica.
O nosso sistema político, sustentado em partidos que nos deviam representar na Assembleia da República, cada vez menos dá resposta aos problemas locais das comunidades ou a dificuldades de grupos de pessoas que tenham ideias diferentes das que os partidos veiculam. O afastamento dos eleitos em relação aos eleitores é cada vez maior, e a abstenção crescente deixa cada vez mais gente sem voz perante os poderes instituídos.
Vem isto a propósito das petições que a Assembleia da República tem pendentes e ao modo como foram agendadas, sem possibilidade de discussão séria pelo hemiciclo.
Mais uma vez não é um problema legal, a lei existe e está regulamentada, é apenas um problema de agenda dos partidos que sufoca a participação legal dos cidadãos.




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PORQUE NÃO ME ADMIRO?
O indicador do clima económico piorou em Dezembro de 2006.
Piorou e é dos que mais piorou na EU. Por algum motivo estamos na cauda da Europa em crescimento económico, em poder de compra e temos uma distribuição de riqueza ao nível dos países mais atrasados do mundo. Neste momento é quase impossível aumentar mais os impostos aos rendimentos do trabalho e a manutenção dos salários baixos começa a causar problemas ao consumo interno.
Não admira que existam esperanças no sector da construção, fala-se dos grandes projectos públicos e dos investimentos em hotelaria, golfe e habitação de luxo. Quanto aos consumidores, sinceramente não acredito que haja menos pessimismo, pelo contrário.


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PINHO AMANTE DO GOLFE
Pinho quer que hotéis luxo, golfes e marinas cresçam 50% no Algarve, sublinhando que nas regiões da vizinha Espanha o número de campos de golfe é muito superior aos 30 já existentes. O ministro que costuma deslocar-se em alta velocidade não terá ainda visto que para lá da fronteira existem, mesmo ao longo das boas estradas, campos a perder de vista de pomares e outras plantações agrícolas que asseguram a procura do mercado espanhol. Passando a menor velocidade também teria constatado que o território é muito mais vasto e que só damos conta desses campos de golfe pelas placas indicativas dos desvios que a elas conduzem.
Vinte e cinco milhões para promover só o golfe levam-nos a outra questões: de quanto vai ser a promoção para o turismo cultural ou ao gastronómico?
MOTOS

sexta-feira, janeiro 05, 2007

quinta-feira, janeiro 04, 2007

HOJE : MALES DO MUNDO

Tents for homeless people, provided by the French association "Enfants de Don Quichotte" (Children of Don Quichotte), line the beach in Nice January 3, 2007. The French association draws attention to the need for long-term accommodation solutions for France's homeless.
03 Jan 2007 REUTERS/Eric Gaillard


Homeless people warm themselves by a fire outside their makeshift tents on the outskirts of the northeastern Indian city of Siliguri January 3, 2007. Seasonally low temperatures of around 4 degrees Celsius (39 degrees Fahrenheit) have made for a bitter winter in northern India, and at least 27 people, most of them homeless, have died due to the cold over the last month, officials said.
03 Jan 2007 REUTERS/Rupak De Chowdhuri

Um devedor corre após de se ter incendiado em protesto contra o sistema imobiliário, diante do palácio governamental de Santiago. As chamas extinguiram-se quando o homem mergulhou numa piscina, tendo sido depois detido pelas autoridades.
©Reuters
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Conflitos, fome, desastres
Mapa interactivo aponta crises mundiais

A agência noticiosa Reuters lançou um mapa interactivo que permite situar e ler notícias sobre as crises que afectam os seis continentes, em tempo real
O novo mapa interactivo do serviço AlertNet, alimentado pela Reuters, combina a possibilidade de localizar crises provocadas por conflitos, fome, problemas de saúde e desastres em qualquer parte do mundo, e ler as notícias que a agência publicou sobre o que se está a passar no local.
Estas duas ferramentas, destinadas a jornalistas, podem ser consultadas por qualquer pessoa no site do AlertNet.
Marta Pires Miguel marta.p.miguel@sol.pt

quarta-feira, janeiro 03, 2007

O MÉRITO CONGELADO

Desde a última campanha eleitoral para as eleições da Assembleia da República, ouvimos o PS e o governo entretanto nomeado, a falar do congelamento das progressões automáticas na função pública, da avaliação do desempenho e da recompensa do mérito como nova lógica de gestão dos recursos humanos.
A palavra dos políticos e as promessas eleitorais caíram no descrédito, quase que absoluto, na opinião dos portugueses. Atirados para a comunicação social como bandeiras do executivo, depressa foram reduzidas à sua ínfima expressão, o congelamento das progressões nos escalões.
Na realidade a intenção de romper com a situação vigente (palavras de ministro), em que competentes e incompetentes, esforçados e preguiçosos eram compensados por igual. Deste modo o governo desprestigiou (desnecessariamente) os funcionários públicos e pretendeu branquear as responsabilidades dos governos anteriores onde também esteve o PS, embora agora esteja esquecido.
Não diz o executivo, nem dá o relevo necessário a comunicação social, a realidade destes últimos dois anos na Função Pública.
Deixando de lado o facto de ter havido perda do poder de compra nos últimos oito anos, temos que não existiram concursos de acesso nas carreiras (exceptua-se as dos nomeados por confiança política) nem tão pouco classificações de serviço que dessem origem a progressões ou recompensa pelo mérito.
A propaganda do governo foi a todos os títulos negativa e não pretendeu combater nenhum dos males que enumerou até à exaustão, mas pura e simplesmente pretendeu diminuir encargos sem cuidar de melhorar os serviços públicos, e muito menos premiar o esforço ou a competência dos trabalhadores que tutela.
De propaganda e demagogia começamos todos a ficar fartos e os resultados palpáveis não se vêm para 2007, nem mesmo que Cavaco se empenhe no que disse.


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PASSO A PASSO


ASSIM, SIM!

terça-feira, janeiro 02, 2007

O QUE ELES DIZEM…

No início de cada ano todos nos habituámos a ler e a ouvir previsões e desejos para o período de doze meses que se segue. Empresários, economistas, políticos e comentadores avançam com os seus palpites, sempre com muitos “ses” ou com condições prévias que se adaptem a qualquer leitura possível lá para o final do ano.
Invariavelmente temos os empresários a atirar desde logo o ónus dum possível mau resultado das exportações para o elevado custo da mão-de-obra e para a rigidez do código do trabalho que não lhes permite despedimentos por mútuo acordo (?) para a entrada de trabalhadores mais produtivos (será que querem dizer mais baratos?). Parece que a subida de 9% das exportações está esquecida ou mal explicada.
Os economistas, mesmo alguns que eram ferozes defensores duma diminuição drástica do número de funcionários públicos, preferem agora colocar a ênfase na gestão pública e no melhor aproveitamento dos recursos. Já começa a ficar claro para todos que o caminho que agora se desenha da substituição ou sobreposição de estruturas vai, a prazo, custar mais caro ao erário público.
Em política estamos todos habituados a discursos que caracterizam os partidos quando estão na oposição, sempre discordantes daqueles que praticam quando estão no poder, isto só para falar dos dois partidos que nos têm governado desde há décadas. Temos então os optimistas no poder e os descontentes na oposição, mas se estamos em má situação, isso devemos aos ditos partidos.
Os comentadores dividem-se em regra por dois campos distintos, os que são “equilibristas” apoiantes do governo até ao momento em que se começa a tornar claro que vai deixar em breve de o ser, e os convictos da sua opinião e que não fazem “fretes”, que vão mantendo as suas opiniões independentemente de quem governa.
O cidadão comum, embora permeável à publicidade característica do poder e de informações contraditórias com que é bombardeado, vai dando o benefício da dúvida aos governantes durante muito tempo. O que desequilibra o factor de confiança é “a carteira” que quando fica vazia e quando o crédito acaba, torna a situação explosiva por falta de apoios sociais, que é o que se perfila nos tempos mais próximos. Em conclusão, ou crescemos, ou então o País torna-se ingovernável.


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UMA CONSEQUÊNCIA DA POBREZA

Tourists attend to a would-be immigrant at Carpinteras beach in the Spanish Canary Island of Gran Canaria January 1, 2007. Some 81 would-be immigrants were intercepted aboard a fishing boat on their way to European soil from Africa, Spanish police said.01 Jan 2007

REUTERS/Borja Suarez

segunda-feira, janeiro 01, 2007

DEPOIS DO CÃO SEGUE-SE O PORCO

O Porco ou Javali é um dos animais do ciclo de 12 anos que aparece no Zodíaco da Astrologia chinesa e no seu Calendário. 2007 é um Ano do Porco.

O Zé Povinho faz votos de que este ano seja melhor do que o anterior, o Ano do Cão (segundo o mesmo Zodíaco) que foi um verdadeiro ANO DE CÃO.
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"FOTO DE FAMÍLIA"

A Palestinian man displays at his shop puppet dolls of late former Iraqi leader Saddam Hussein (C) , U.S. President George W. Bush (L) and Al-Qaeda chief Osama Bin Laden in the West Bank city of Ramallah December 31, 2006.
31 Dec 2006 REUTERS/Loay Abu Haykel

domingo, dezembro 31, 2006

FELIZ ANO NOVO


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REUTERS/Tim Wimborne


2007 - SYDNEY - AUSTRÁLIA


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OS MANGUITOS DE OURO DE 2006



Nacional


ISABEL PIRES DE LIMA


Internacional




George W. Bush


Charge do ano

Another theory of evolution which references George W. Bush

www.gwjokes.com/

sábado, dezembro 30, 2006

HOJE NO EXPRESSO


Pela Negativa
Manuela Ferreira Leite – Sombras no Natal

Quando diz que “O efeito de uma grave é tanto mais eficaz quanto maior for o prejuízo causado aos utentes dos serviços prestados” reconhece o óbvio mas quando acrescenta “A greve é um direito, mas prestar um serviço a outros implica deveres” «borra a escrita» fazendo cair o ónus apenas sobre os trabalhadores, no caso vertente os pilotos, quando estes estão em condição de desobediência (greve tem esse significado) e os contratos em vigor nessa altura específica existem apenas entre o prestador de serviços (a companhia) e os utentes.
Em rigor e atendendo ao aviso prévio da situação de greve quem deve ser responsabilizado pelo incumprimento terá de ser o prestador de serviços que manteve o contrato não tendo encontrado solução para o problema. Chegados aqui, temos que o comportamento inaceitável que refere Manuela Ferreira Leite, é da parte das empresas e do próprio Estado que não intervém cumprindo o seu papel de conciliação e de regulador quanto aos prejuízos causados.


Pela Positiva
Jorge Cardoso – As duas faces do sector automóvel

Falando sobre as razões do encerramento das fábricas da Renault, Ford e Opel, salienta que “O problema não é de produtividade – as empresas de montagem têm altos níveis de eficiência”, o que todos sabemos mas que alguns preferem desvalorizar ou evitam simplesmente mencionar, e explica não só a instalação destas fábricas em Portugal quando ainda não pertencia à União Europeia, indicando claramente que “Tudo não passou de uma estratégia de engenharia económica, financeira e fiscal” o que justifica em grande medida a sua saída do território nacional.

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ARTE AFRICANA

Pintura Africana
Artist: John Mainga

Title: Local Brew

Dimensions: 26in x 17in (66cm x 43cm)

Medium: Acrylic on canvas

sexta-feira, dezembro 29, 2006

ARTES DISCURSIVAS SOCRÁTICAS


ANTES DA POSSE:


Nosso partido cumpre o que promete.

Só os tolos podem crer quenão lutaremos contra a corrupção.

Porque, se há algo certo para nós, é que

A honestidade e a transparência são fundamentais

Para alcançar nossos ideais.

Mostraremos que é grande estupidez crer que

As máfias continuarão no governo, como sempre.

Asseguramos sem dúvida que

A justiça social será o alvo de nossa acção.

Apesar disso, há idiotas que imaginam que

Se possa governar com as manchas da velha política.

Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que

Se termine com os marajás e as negociatas.

Não permitiremos de nenhum modo que

Nossas crianças morram de fome.

Cumpriremos nossos propósitos mesmo que

Os recursos económicos do país se esgotem.

Exerceremos o poder até que

Compreendam que

Somos a nova política.


APÓS A POSSE: LEIA DE BAIXO PARA CIMA

Autoria desconhecida - circula na rede.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

CONCORDO, MAS SÓ PARA OS OUTROS

No dia 26 de Dezembro fui trabalhar como é a minha obrigação, apesar de ser funcionário público. Até aqui tudo normal, apesar de saber que muitos serviços públicos estiveram fechados e também que outros funcionaram a meio gás.
Pela manhã, a caminho do serviço ouvi as notícias do trânsito e fiquei a saber que até a IC-19 estava descongestionada às 8 horas o que é inédito nos dias que correm. No final do dia desloquei-me a uma grande superfície comercial para trocar um artigo defeituoso e, espanto dos espantos, às 18horas não havia lugares nos parques coberto e só encontrei um buraco num local distante e mal iluminado. Entrei, e quase não se rompia pelos amplos corredores, mas lá consegui chegar à loja e sequei numa fila até ser atendido. Uma hora depois, voltei para o carro e lá segui para casa a pensar se toda aquela gente, eram funcionários públicos.
No telejornal lá surgiu, de novo, a polémica da tolerância de ponto da Câmara do Porto e pelo meio, fiquei a saber que também se tinha trabalhado noutras câmaras e noutros serviços público, embora a procura tenha sido diminuta.
Noite dentro lá fui consultar o mail e no Sapo volto a encontrar uma votação sobre se concordava ou discordava com a tolerância de ponto. Saltou-me a tampa, 70% (na altura) eram contra a tolerância de ponto.
Como é possível? À hora de entrada para os empregos as estradas estavam quase vazias, ao final da tarde a IC-19 estava cheia, as grandes superfícies estavam a abarrotar e 70% dos utentes do Sapo eram contra a tolerância de ponto? Então, estavam todos de férias?
Só os outros é que têm regalias, só os outros gozam as férias todas no Verão, só os outros é que são calões, só os outros é que ganham muito, etc.
A inveja é má conselheira e depois de tocar à porta dos outros a sorte virá tocar à nossa.
Ai Frei Tomás …


PS - Já depois de rabiscar estas linhas recebi um mail de um amigo a dizer que eu não devia ter ido trabalhar já que também estava abrangido pela tolerância de ponto, e que portanto devia ter havido algum engano quando me disseram que o serviço tinha de estar aberto no dia 26 de Dezembro. Seja como for, trabalhei ainda que contrariado e continuo a ser funcionário público, um dos tais que é acusado de ser calaçeiro.

Palaciano dixit
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COROT EM BREVE NO ESPAÇO

COROT será a primeira missão capaz de detectar planetas rochosos, várias vezes maiores do que a Terra, junto de estrelas próximas (planetas fora do Sistema Solar são denominados “exoplanetas”). Consiste num telescópio espacial de 30 centímetros.Portugal, através da ESA, também participa no projecto.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

É NATAL

Christmas celebrations have been taking place across the globe. In California, one man marks the festive season by taking a Christmas Eve surf at Seal Beach.
BBC NEWS In pictures
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Stellar Axis land art project is spread out in McMurdo Station, Antarctica December 20, 2006. 99 blue fiberglass spheres of varying sizes are placed in a pattern to mirror the paths of stars overhead over a snow-covered site about 600 feet in diameter. Picture taken December 20, 2006. FOR EDITORIAL USE ONLY NO SALES NO ARCHIVE MANDATORY CREDIT REUTERS/Ho

domingo, dezembro 24, 2006

BOAS FESTAS


Nesta quadra festiva o Zé Povinho deseja a todos os seus visitantes as Boas Festas e que tudo vos corra pelo melhor.

O FIM DO SONHO NEOCONSERVADOR


George Bush is about the last neo-conservative standing

“Neo-conservatism has gone for a generation, if in fact it ever returns”

David Rothkopf
Carnegie Endowment

Notícia: http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/6189793.stm

FOTO CURIOSA


A monkey watches the England cricket team during a practice session ahead of the ICC Champions Trophy match against the West Indies in Ahmedabad, India.

sábado, dezembro 23, 2006

O NATAL ANUNCIADO



A fantasia do Natal foi substituída pelo negócio altamente rentável que caracteriza os nossos dias. O encantamento das crianças com os presentes que se recebiam no passado, nesta quadra, deixou de existir sendo agora comum a pressão dos petizes, para obterem os artigos que a televisão leva a nossas casas ou divulgadas pelos folhetos publicitários que nos enchem as caixas do correio.
Os pais procuram satisfazer a criançada, muitas vezes com presentes inúteis e até prejudiciais, só para evitarem a desilusão ou a explicação da recusa.
Do Natal quase que só resta a festa familiar, isto se o egoísmo dos adultos o permitir e a publicidade não os levar a destinos tropicais, a que o status os obriga.



A PEDIDO


FOTO