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sábado, setembro 11, 2010

A REALIDADE E A UTOPIA

Como é do conhecimento de todos os que me conhecem, este Zé não concorda com muitas coisas que acontecem, e discorda de muitas coisas que os políticos nos fazem. Sou crítico, e preferia que o mundo fosse mais justo.

O Zé é um cidadão comum, sente o mesmo que a grande maioria dos seus concidadãos, mas recusa conformar-se com a situação. Não costumo ser demasiado condescendente com quem jurou defender o interesse público, e o não faz, nem deixo passar em branco a cobardia de quem está descontente mas prefere calar-se para não ficar mal na fotografia.

Há quem diga que já tenho idade para ter juízo, e até quem me diga que ando à procura de um mundo que é utópico. Eu sei que o homem nunca conseguirá atingir a perfeição, e que esta era capaz de ser aborrecida, mas continuo a achar que devo lutar por um mundo melhor, se não para mim, pelo menos para os que depois de mim virão.



FOTOGRAFIA


CARTOON
By Sandro Melo

By Shankar

quinta-feira, dezembro 10, 2009

RAPIDINHAS

Palhaços no Parlamento? – Porque não? O Parlamento devia espelhar o povo português e a sua soberana vontade, pelo que não seria de mais existir lá algum palhaço, que aliás bem podia representar a sua profissão com conhecimentos e com competência. O que parece preocupar muito boa gente, é a tentativa de se fazerem passar pelo que não são, sem qualquer graça e não saberem encaixar com um rasgado sorriso as críticas do público.

Magalhães – Como devem ter percebido é o nome do computador que orgulha José Sócrates, mas para espanto deste tuga, e apesar de Mário Lino ter admitido ter retirado 180 milhões à Acção Social Escolar para pagar contas referentes a esta caixinha azul, ainda não ouvi uma palavra do nosso 1º ministro a explicar o assunto.

A gestão privada – Houve quem tivesse “empolado” as virtualidades da gestão privada na tentativa de denegrir a gestão pública, que pode ser tão competente e eficaz como qualquer outra já que depende essencialmente dos gestores escolhidos. Coloquei propositadamente o “essencialmente” porque a gestão pública pode, e é, frequentemente prejudicada pelas directivas políticas e pela burocracia frequentemente inútil. O problema do diagnóstico errado e apressado da excelência da gestão privada começa a perceber-se pelos resultados alcançados na Saúde, nas Obras Públicas, na Energia e até na Cultura, quando chegam as contas para saldar.



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IMAGINE
Recordar Lennon é recordar uma época em que a esperança existia, a utopia estava um pouco por todo o lado e, também por isso alguém terá sido louco e terá morto o autor de IMAGINE. Deixo-vos aqui a música e a letra, especialmente a última, para que a revejam ou dela tomem conhecimento.



quinta-feira, julho 09, 2009

E OS IDEAIS?

Quando na segunda metade da década de sessenta do século passado comecei a tomar consciência política, e a desejar mudanças contribuindo de algum modo para que isso acontecesse, ainda sonhava com um mundo melhor. Uns anos depois alguém disse que eu teria que escolher entre a realidade e a utopia, porque o mundo não ía mudar só porque eu assim o desejava.

Um homem só não muda o mundo, mas a vontade de muitos pode fazê-lo, essa foi a conclusão a que cheguei uns anos mais tarde com o 25 de Abril. Todos temos direito a uma vida melhor, a uma melhor distribuição da riqueza e a mais Justiça no sentido mais lato.

Portugal retrocedeu em quase todos os parâmetros estabelecidos logo após a 1974, e as desigualdades sociais voltaram a aumentar, a Justiça está de má saúde e apenas os ricos se mostram satisfeitos com a impunidade de que gozam, e os direitos laborais já quase deixaram de existir e a saúde começa a estar apenas ao alcance de quem pode.

Os políticos caíram em descrédito, o sistema judicial afunda-se rapidamente, e a saúde, que alguns dizem que é dos sectores que goza de alguma credibilidade, começa a ficar cada vez mais distante do cidadão normal.

Na mesma altura em que se diz que os portugueses confiam no SNS, revela-se também que são cada vez mais os portugueses que não compram os óculos que necessitam, ou que não vão ao dentista por não poderem arcar com as despesas. O tendencialmente gratuito da Constituição Portuguesa, por vontade dos políticos que temos, transformou-se num luxo que só está verdadeiramente ao alcance de quem tenha recursos para o pagar.

São da minha geração alguns dos dirigentes do PS e até do PSD, e a alguns vi-os nas lutas estudantis e nos tempos que sucederam à revolução dos cravos, discursando e manifestando os seus desejos de construção duma sociedade melhor e mais justa, por isso apetece-me perguntar: ONDE PÁRAM OS IDEAIS DELES?



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PINTURA
Lovers Quarrel by tHe-FOrger

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CARTOON
Randy Bish

Randy Bish