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quinta-feira, julho 09, 2009

E OS IDEAIS?

Quando na segunda metade da década de sessenta do século passado comecei a tomar consciência política, e a desejar mudanças contribuindo de algum modo para que isso acontecesse, ainda sonhava com um mundo melhor. Uns anos depois alguém disse que eu teria que escolher entre a realidade e a utopia, porque o mundo não ía mudar só porque eu assim o desejava.

Um homem só não muda o mundo, mas a vontade de muitos pode fazê-lo, essa foi a conclusão a que cheguei uns anos mais tarde com o 25 de Abril. Todos temos direito a uma vida melhor, a uma melhor distribuição da riqueza e a mais Justiça no sentido mais lato.

Portugal retrocedeu em quase todos os parâmetros estabelecidos logo após a 1974, e as desigualdades sociais voltaram a aumentar, a Justiça está de má saúde e apenas os ricos se mostram satisfeitos com a impunidade de que gozam, e os direitos laborais já quase deixaram de existir e a saúde começa a estar apenas ao alcance de quem pode.

Os políticos caíram em descrédito, o sistema judicial afunda-se rapidamente, e a saúde, que alguns dizem que é dos sectores que goza de alguma credibilidade, começa a ficar cada vez mais distante do cidadão normal.

Na mesma altura em que se diz que os portugueses confiam no SNS, revela-se também que são cada vez mais os portugueses que não compram os óculos que necessitam, ou que não vão ao dentista por não poderem arcar com as despesas. O tendencialmente gratuito da Constituição Portuguesa, por vontade dos políticos que temos, transformou-se num luxo que só está verdadeiramente ao alcance de quem tenha recursos para o pagar.

São da minha geração alguns dos dirigentes do PS e até do PSD, e a alguns vi-os nas lutas estudantis e nos tempos que sucederam à revolução dos cravos, discursando e manifestando os seus desejos de construção duma sociedade melhor e mais justa, por isso apetece-me perguntar: ONDE PÁRAM OS IDEAIS DELES?



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PINTURA
Lovers Quarrel by tHe-FOrger

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CARTOON
Randy Bish

Randy Bish

domingo, junho 01, 2008

A FONTE DA JUVENTUDE

Chegados a esta época do ano, em que normalmente nos aliviamos de alguns trapos e procuramos a vida ao ar livre e as praias, as notícias incidem sobre as dietas miraculosas, as mezinhas que adelgaçam em pouco tempo, os ginásios onde se queimam as gorduras e até os cirurgiões plásticos que modelam corpos esculturais.

Há quem diga que é tudo por influência da moda, e da publicidade com que somos constantemente bombardeados, mas esta busca da beleza e da juventude já vem de muito longe.

No século III AC, Gilgamesh procurou em vão uma fonte mágica que lhe daria a eterna juventude e o imortalizaria. Na antiga Grécia, segundo a mitologia, a deusa Hera banhava-se numa fonte miraculosa para ficar sempre jovem e linda para o seu esposo Júpiter.

Alexandre o Grande, que conquistou quase todo o mundo conhecido na sua época também tentou encontrar essa fonte miraculosa, embora tenha vindo a falecer muito novo, precisamente com a mesma idade de Cristo. Talvez mais conhecido historicamente, temos o exemplo do marinheiro espanhol Juan Ponce de León que também terá ouvido a história da fonte da juventude, que seria na região da Florida, mas também ele acabou por não a encontrar, apesar de ainda haver uma fonte que ainda é assim identificada nessa região.

Para alguns, mais conhecedores da história dos descobrimentos, e das viagens exploratórias, também convém recordar o Prestes João que, supostamente, reinaria numa terra que tinha um rio dourado e uma fonte da juventude.

O apelo da lenda da Fonte da Juventude, e das suas variantes mais modernas, continua a atrair muitas atenções, até da ciência, mas continua felizmente a ser apenas uma miragem.

Fonte da Juventude de Eduard Veith (In National Geographic)
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FOTOGRAFIA

Kingfisher by mejlby

Bird of Paradise by Nik

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CARTOON