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sexta-feira, janeiro 18, 2008

AMPLO DEBATE, AGORA?

Com a decisão de não realizar o referendo ao Tratado de Lisboa, tanto o PS como o PSD prestaram um péssimo serviço à Democracia. Podem estes dois partidos aduzir os argumentos que quiserem para justificar a atitude, que nunca poderão apagar da memória dos portugueses as promessas que fizeram na campanha eleitoral anterior.
Ficou registada a preocupação com o exemplo dado aos outros países da União Europeia, que é perfeitamente descabelada considerando que são todos Estados independentes, portanto soberanos para decidirem o seu futuro, e o argumento de se tratar de um tratado diferente do que se propuseram referendar, o que ainda é mais caricato porque todos sabemos que na essência é igual, tendo sido apenas expurgado de alguns aspectos formais de pormenor. Não me esqueci também da legitimidade invocada para a ratificação parlamentar, que também tropeça no facto de este parlamento ter resultado do voto popular quando confrontado com os programas partidários, onde constava precisamente o compromisso do referendo.
O anúncio feito agora pelo governo, dizendo que está «empenhado» na promoção de um amplo debate sobre o tratado, não só no parlamento como junto da sociedade civil, é não só completamente inútil quando a sua ratificação já não depende da opinião pública, mas tão só da vontade partidária que até pode utilizar a disciplina de voto para a ratificação, como dá a sensação de ser uma manobra de diversão, tendente a desviar as atenções dos cidadãos de outros assuntos que estão ou estarão na ordem do dia.
Foram bastantes os políticos que se referiram à complexidade do tratado e à dificuldade em realizar um referendo sobre o assunto, mas acreditem que os portugueses sabem quando estão a ser “embarrilados”.

A sarjeta e a política

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FOTOGRAFIA

Onakita

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