Recebi umas quantas mensagens sobre a minha opinião sobre alguns patrões que não demonstram ter consciência social, e sobre governos que não sabem que o equilíbrio entre o capital e o trabalho é essencial para que exista paz social e um clima de cooperação entre os dois campos.
Um determinado comentador reitera a licitude do desejo e da procura de lucro quando se investe. Não percebi a indirecta porque nunca coloquei em causa essa premissa, e porque nunca advoguei que coubesse ao patronato determinar como se deve redistribuir a riqueza com os instrumentos que só ao Estado estão atribuídos.
Não gosto que me perguntem se simpatizo com este ou com aquele grupo empresarial, com este ou com aquele investidor, porque como não os conheço pessoalmente as críticas que eu possa fazer nada têm de pessoal, já que me limito a emitir opinião sobre os factos conhecidos.
Sou contra a mesquinhez dos que vieram a terreiro dizer que 25 euros de aumento era ruinoso para algumas empresas, sou absolutamente contra os que pretendem aumentar horários para as 60 horas, sem qualquer encargo para as empresas (portanto sem remuneração extraordinária para os empregados), aproveitando as situações precárias que praticam e as vantagens fiscais de que beneficiam sistematicamente, para forçarem o acordo sem alternativa que não seja o desemprego a curto prazo.
A época é de concórdia, por isso cada um use a sua cabeça e decida se prefere que os mais fortes ditem as leis, ou se pelo contrário acha que cabe ao Estado manter os equilíbrios necessários para que seja assegurado a todos uma qualidade de vida aceitável e digna.










