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quarta-feira, maio 09, 2018

AS LISTAS DOS GRANDES DEVEDORES À BANCA INTERVENCIONADA

Segundo o Governador do Banco de Portugal, Costa, a “lista demaiores devedores à banca não pode ser pública”, e que mesmo o caso por parte dos deputados teria de ser ponderada, e coordenada segundo a legislação europeia.

O sigilo bancário vem sempre à baila quando estão em causa grandes empresas, e personalidades de vulto, sempre bem acompanhada pela legislação europeia, mas como se sabe, existe uma excepção, muito usada aqui em Portugal, que é se existirem ilícitos criminais, e para se chegar a essa conclusão talvez seja útil pensar-se em alterar a legislação, em vez de se fazer um grande Carnaval com esta questão.


Os portugueses devem saber quem andou a gozar com o seu dinheiro e merece também saber que quem o fez terá o devido castigo. Utopia? Talvez, mas são direitos que nos assistem, depois de ter-mos sido chamados a cobrir perdas inexplicáveis por parte dos bancos a que o Estado teve de acorrer com enormes quantias de dinheiro de todos nós.


quinta-feira, fevereiro 15, 2018

MOTIVAÇÃO OU FRUSTRAÇÃO



Há quem defenda a cultura do mérito profissional, o que parece ser absolutamente racional e desejável aos olhos dos bem-intencionados.

A vida laboral nem sempre é racional, e a sociedade não é perfeita, longe disso. As chefias nem sempre são escolhidas pelo seu mérito, e as escolhas feitas ao mais alto nível têm sempre consequências a todos os níveis, até ao mais baixo.

Na função pública existem as escolhas baseadas na confiança política, quantas vezes desconhecedoras da realidade no terreno, e estas por sua vez rodeiam-se por amigos e outras escolhas entre quem não ponha em causa a sua direcção.

As classificações de serviço são uma absoluta mentira, porque as melhores classificações são para os amigos e para os incompetentes úteis às chefias, o que sob o pretexto das quotas impostas superiormente permite que os mais competentes fiquem de fora das melhores avaliações.

O sigilo sobre as classificações de serviço nem sempre consegue impedir que se saiba que uns quantos incompetentes recebem sistematicamente as melhores avaliações, e que os mais competentes e capazes se quedam por classificações médias que profissionalmente os prejudicam, também salarialmente, e ainda em possíveis futuros concursos e promoções.

Quem é que se sente motivado nos serviços públicos e quem se sente frustrado? Talvez seja fácil responder a esta questão, basta ver quem abarbata sempre as melhores classificações e proceder a uma avaliação independente e exterior ao serviço.



domingo, agosto 14, 2016

OFERTAS INOCENTES...

As viagens dos secretários de Estado pagas pela Galp, têm sido desvalorizadas pelo governo, pelos partidos que o suportam e pelos comentadores de esquerda, mas nem o sol de Verão, ou os fogos da época conseguem apagar a asneira que estes senhores fizeram.

Já li e ouvi as mais diversas desculpas, e os argumentos mais rebuscados para justificar o injustificável, mas com códigos de condutas escritos, ou sem eles, tenham atenção ao facto muito simples e elucidativo: as ofertas, ou convites só foram feitos a quem tem influências, como governantes e políticos, o que nada tem de inocente, meus amigos. 

Já se legislou sobre ofertas a funcionários públicos, sobre gorjetas, mas quando se trata de quem tem o poder de decisão, as coisas nunca são claras nem tão simples...


quinta-feira, fevereiro 04, 2016

FAVORES

A solução para o desfavorecido não é pedir favores. É lutar mais do que os outros. E lutar sobretudo por um mundo onde não seja preciso mais favores.
Mia Couto

domingo, outubro 26, 2014

PINHO E O BES

A notícia sobre a reforma choruda que o ex-ministro Manuel Pinho negociou com o BES, e que agora se pode transformar num processo judicial, não é nova mas não deixa de ser um caso interessante.

Sabe-se que Pinho trabalhou para o BES durante alguns anos e terá pedido a reforma em finais de 2009 princípios de 2010, e que depois terá sido nomeado administrador do BES África, uma holding que estava há muito sem actividade, com um salário mensal de 39 mil euros a que acresciam mais 3 mil, direito a uma secretária, assistente, viatura, telemóvel e cartão de crédito com plafond de 25 mil euros anuais.

Sabe-se que Manuel Pinho está pelos Estados Unidos onde leciona na Universidade da Columbia, depois do tal gesto feito no Parlamento que acabaria por o conduzir à demissão do cargo ministerial.

Estes são os factos conhecidos através da imprensa, que me suscitam apenas uma pergunta: porque é que Ricardo Salgado manteve Manuel Pinho ligado ao BES, mesmo depois de este ter pedido a reforma, ganhando um salário tão “interessante”, sem fazer nada?


Como não acredito no espírito caritativo do banqueiro…   


sábado, novembro 28, 2009

ESTIMATIVAS E PALPITES

Com o advento da “crise financeira” que assolou os mercados, houve quem viesse a falar grosso dizendo que a nossa banca era segura, que a crise não tinha grande dimensão no nosso país, e que os produtos (financeiros) tóxicos, de alto risco na terminologia bancária não eram negócio típico da nossa banca.

Afinal tivemos os casos BPN e BPP, com a nacionalização do primeiro e o aval dado ao segundo, tudo a bem da economia nacional devido ao tal risco sistémico, que nunca explicaram devidamente.

Não sei se estamos a falar de casos de burla, ou pelo menos má gestão destas instituições bancárias, porque a nossa Justiça tem critérios que por vezes eu não quero sequer entender, mas o que é certo é que alguém vai ter que pagar o pato, que é como quem diz, arcar com os prejuízos.

A minha preocupação vai para o facto de ouvir Teixeira dos Santos assumir que desconhece o custo da nacionalização do BPN. Venha alguém que me explique como é que um ministro das Finanças decide nacionalizar um banco, sem primeiro se inteirar da sua situação financeira, e como é que um ano depois decide alienar o mesmo banco sem ter uma ideia concreta sobre o seu valor efectivo.

Senhor ministro das Finanças, eu não quero saber de palpites nem adivinhações, mas creio que é possível fazer-se um balanço de activos e passivos e calcular com uma margem de erro razoável o valor real aceitável para uma licitação justa. Vamos ver se afinal é verdade o que dizem sobre o senhor, ou não, que será um dos piores ministros das finanças da União Europeia.



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FOTOGRAFIA


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CARTOON
Obama by Mohammadreza Akbari

Putin by Salam Mohammadi