Nem todos os economistas podem
ser tão “brilhantes” quanto António Borges, Braga de Macedo ou Vítor Gaspar, e
por isso é que acabam por ganhar o prémio Nobel, como é o caso de Paul Krugman.
É claro que vivemos em Portugal,
um país pequeno e periférico, governado por gente iluminada há já mais de três
décadas, e deve ser por isso que estamos num paraíso tutelado por uma troika de
prestamistas, para não dizer agiotas.
Quando Paul Krugman diz que “a
austeridade foi demasiado longe” e que “os verdadeiros intervenientes
irracionais são os políticos que exigem cada vez mais sacrifícios”, estamos
apenas a ouvir a tradução do que as ruas da Grécia, Portugal e Espanha têm
expressado.
Claro que Paul Krugman não é o
economista mais credível, ao contrário dos fenómenos que temos por cá, mas
sempre é uma voz que se vai ouvindo e que não está alinhada com a dos que nos
conduziram ao buraco em que estamos metidos.

