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segunda-feira, outubro 01, 2012

O PROSCRITO



Nem todos os economistas podem ser tão “brilhantes” quanto António Borges, Braga de Macedo ou Vítor Gaspar, e por isso é que acabam por ganhar o prémio Nobel, como é o caso de Paul Krugman.

É claro que vivemos em Portugal, um país pequeno e periférico, governado por gente iluminada há já mais de três décadas, e deve ser por isso que estamos num paraíso tutelado por uma troika de prestamistas, para não dizer agiotas.

Quando Paul Krugman diz que “a austeridade foi demasiado longe” e que “os verdadeiros intervenientes irracionais são os políticos que exigem cada vez mais sacrifícios”, estamos apenas a ouvir a tradução do que as ruas da Grécia, Portugal e Espanha têm expressado.

Claro que Paul Krugman não é o economista mais credível, ao contrário dos fenómenos que temos por cá, mas sempre é uma voz que se vai ouvindo e que não está alinhada com a dos que nos conduziram ao buraco em que estamos metidos.