terça-feira, novembro 06, 2018
MUSEUS E TECNOLOGIA
segunda-feira, dezembro 15, 2014
BEIRA - ROTEIRO SENTIMENTAL

Por iniciativa do engenheiro Joaquim José Machado, na tentativa de obviar aos inconvenientes existentes, tal como se verificava com as primitivas barracas do Bairro da Alfândega (hoje completamente desaparecido), viria a ser delineada a primeira planta da povoação, onde se indicavam as principais ruas e bairros, numa estrutura regular e geométrica.
O ante-projecto de urbanização da cidade, de autoria do engenheiro Joaquim de Oliveira Ribeiro Alegre e do arquitecto José Luís Porto, aprovado em 1947, marcaria o futuro da cidade até hoje.
Não existe até hoje um inventário pormenorizado dos edifícios com interesse histórico ou arquitectónico da cidade da Beira. Das velhas edificações de madeira e zinco, muitas das quais resistiam ainda após a independência, praticamente já nada existe. O uso generalizado destes materiais nos princípios do século XX faria com que a Beira fosse conhecida internacionalmente como a “Cidade do zinco”. Quando a povoação se começou a expandir, a partir de 1891, dando origem à actual rua António Enes ligando o Comando Militar à zona da alfândega, encheu-se de casas deste tipo, de um e outro lado da rua - eram as chamadas “Casas do Governo”.
Texto do Dr. António Sopa
Texto retirado do blogue Beira-amar
quinta-feira, março 22, 2012
MOSTEIRO DA BATALHA
Vai ser inaugurado hoje o Centro de Interpretação do Mosteiro da Batalha, e a atracção principal vai ser a projecção em 3D das fases de construção ao longo dos séculos.
Aquele que foi o segundo panteão régio nacional, onde estão sepultados não só D. João I, esposa e filhos, como também os seus sucessores até D. João II, é também um dos símbolos do nosso desejo de independência nacional, mandado construir após a vitória alcançada na Batalha de Aljubarrota.
Muitas das pessoas que dizem ter visitado este monumento conhecem apenas a igreja e a Capela do Fundador, cujo acesso é livre, mas há muito mais para conhecer neste mosteiro, começando pela Sala do Capítulo e da sua famosa abóbada, os dois claustros e as Capelas Imperfeitas que são simplesmente inesquecíveis.
Não sei ainda o que vai ser mostrado nestas projecções em 3D mas espero que também sejam abordadas certas curiosidades menos conhecidas como a existência do Claustro de D. João III, destruído por um incêndio e os canais de drenagem de águas que existem sob o monumento e que serviam para drenar as águas (e não só) desta zona que era pantanosa. Também era interessante conhecerem-se certos pormenores como o facto de alguns dos túmulos reias só terem sido feitos séculos depois da trasladação dos corpos para este mosteiro.
Há sempre muito que pode ser feito para divulgar e dar a conhecer o nosso Património, e devemos sempre aplaudir iniciativas nesse sentido, mesmo que possamos querer sempre mais.
sábado, novembro 14, 2009
MÚSICA ADEQUADA AO MOMENTO
Abraço do Zé para todos os que aqui passam
quarta-feira, agosto 06, 2008
RESPOSTA A PEDIDO
Não vou propriamente comentar o programa em directo feito pela RTP durante o dia de ontem, a partir do Largo Rainha Dª Amélia, fronteiro ao Palácio Nacional de Sintra, porque não o vi, e só soube alguma coisa porque mo disseram no café depois do jantar.
Não discuto gostos, por isso nem comento as “atracções” que me descreveram, nem o programa em si, mas acho que tanto o Ministério da Cultura como a RTP, podiam fazer muito mais e melhor para promover a zona histórica de Sintra, ou o Palácio da Vila onde decorreram as gravações.
Já afirmei aqui que o professor Hermano Saraiva fez mais pela divulgação do nosso património do que o ministério, e não retiro nada ao que disse, nem sequer algumas discordâncias quanto a alguns factos e às suas opiniões. Como sabem todos os que visitam o Património a cargo do Ministério da Cultura, em nenhum monumento ou palácio existe à venda um DVD que possamos comprar, que contenha uma resenha histórica, ou tão só uma vista comentada que possamos levar para casa e mais tarde rever. Porquê? Não sei.
Embora viva por estas bandas há relativamente pouco tempo, tanto quanto sei nunca houve uma recriação histórica de autos de Gil Vicente, ou da leitura de trechos dos Lusíadas, ou a saída para uma caçada real, ou a ainda a entronização de D. João II, isto só para falar de alguns exemplos do que se podia fazer no antigo Paço Real de Sintra.
Devo estar a delirar, tudo isso dá trabalho, necessita de ser planeado, requer alguma pesquisa, e isso é um obstáculo para quem está à frente dos destinos da Cultura.
Já devem ter percebido porque é que eu até preferia passar em branco o tal programa da RTP. Eu fico em regra bastante azedo quando se diz que um qualquer evento dá maior visibilidade a Sintra, ou a um dos seus monumentos, mas não se faz o que é óbvio e directamente ligado à sua História.





