Segundo a revista Nature cientistas franceses descobriram na China os fósseis mais antigos de pulgas que se conhecem. Segundo as características conhecidas, como a boca em forma de sifão, estes parasitas terão evoluído a partir da mosca-escorpião, uma espécie voadora do Cretácio Inferior.
A descoberta prova que, na altura em que a Terra era habitada por dinossauros e grandes répteis, as pulgas eram também maiores, podendo medir entre 14 e 20,6 milímetros, contra os actuais 0,8 a 5 milímetros. Ao contrário das pulgas actuais, as ancestrais não pulavam.
A curiosidade desta notícia vai para além da sua componente científica, porque foi conhecida num dia em que se discutia a redução de freguesias e que se abordou a possibilidade de autarcas que já cumpriram o limite de mandatos numa autarquia poderem ou não candidatar-se a outras autarquias.
As pulgas de hoje são menores, mas continuam a estar bem adaptadas, com a melhoria de movimentação, à sua função normal, que é a de sugar o sangue, parasitando as suas vítimas.


