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quinta-feira, março 01, 2012

AS PULGAS ANCESTRAIS E AS ACTUAIS

Segundo a revista Nature cientistas franceses descobriram na China os fósseis mais antigos de pulgas que se conhecem. Segundo as características conhecidas, como a boca em forma de sifão, estes parasitas terão evoluído a partir da mosca-escorpião, uma espécie voadora do Cretácio Inferior.


A descoberta prova que, na altura em que a Terra era habitada por dinossauros e grandes répteis, as pulgas eram também maiores, podendo medir entre 14 e 20,6 milímetros, contra os actuais 0,8 a 5 milímetros. Ao contrário das pulgas actuais, as ancestrais não pulavam.



A curiosidade desta notícia vai para além da sua componente científica, porque foi conhecida num dia em que se discutia a redução de freguesias e que se abordou a possibilidade de autarcas que já cumpriram o limite de mandatos numa autarquia poderem ou não candidatar-se a outras autarquias.



As pulgas de hoje são menores, mas continuam a estar bem adaptadas, com a melhoria de movimentação, à sua função normal, que é a de sugar o sangue, parasitando as suas vítimas.



Nota: Qualquer comparação entre estes parasitas e alguns políticos é pura especulação de quem porventura me queira ler o pensamento.

terça-feira, novembro 24, 2009

DIA NACIONAL DA CULTURA CIENTÍFICA

Eis-me de regresso, recordando um velho mestre e um espírito culto e livre que me inspirou a mim e a muitos outros que tiveram a oportunidade de o conhecer.

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POEMA PARA GALILEU

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.

Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!"

António Gedeão, in Linhas de Força






quarta-feira, junho 17, 2009

NA LUA?

O homem é o ser mais estranho do planeta, e os exemplos desta afirmação são mais do que muitos, não sendo preciso fazer qualquer esforço para o comprovar.

O futuro e a ciência, coisas de que muitas vezes nos orgulhamos, nós os humanos, são porventura exemplos acabados de como somos estranhos. Ontem li que a NASA vai enviar dois sofisticados robots para a superfície da Lua para estudar as possibilidades de os humanos habitarem o satélite deste nosso planeta.

Não se julgue que sou contra a exploração do espaço e de outros planetas, ou contra a ciência em geral, mas permitam-me algumas dúvidas sobre a nossa natureza humana.

Aqui no planeta azul que conhecemos como Terra, fazemos de tudo para destruir o planeta, esgotando os recursos naturais, poluindo, destruindo espécies animais e os seus habitats, apesar de tudo o que se sabe sobre a conservação da natureza e da sua importância. Caminhamos para o abismo, fingindo não ver os sinais que a natureza nos vai dando cada vez mais insistentemente.

Pois é isso mesmo. Destruímos este planeta e ao mesmo tempo damos um passo em frente para tentar encontrar um novo poiso, quem sabe se para justificar os males que vamos praticando na Terra.

A ciência pode e deve ser neutral e é suposto contribuir para a melhoria das condições de vida da humanidade, mas só se for descontada a acção dos políticos que na sua sede pelo poder, usam muitas vezes de forma perversa aquilo que podia ser benéfico para todos se bem utilizado.



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Foto - Amarelo e Azul
Yellow and blue by stylianos

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Humor (pouco) Ecológico
Paulo Vilanova

Turcios