O homem é o ser mais estranho do planeta, e os exemplos desta afirmação são mais do que muitos, não sendo preciso fazer qualquer esforço para o comprovar.
O futuro e a ciência, coisas de que muitas vezes nos orgulhamos, nós os humanos, são porventura exemplos acabados de como somos estranhos. Ontem li que a NASA vai enviar dois sofisticados robots para a superfície da Lua para estudar as possibilidades de os humanos habitarem o satélite deste nosso planeta.
Não se julgue que sou contra a exploração do espaço e de outros planetas, ou contra a ciência em geral, mas permitam-me algumas dúvidas sobre a nossa natureza humana.
Aqui no planeta azul que conhecemos como Terra, fazemos de tudo para destruir o planeta, esgotando os recursos naturais, poluindo, destruindo espécies animais e os seus habitats, apesar de tudo o que se sabe sobre a conservação da natureza e da sua importância. Caminhamos para o abismo, fingindo não ver os sinais que a natureza nos vai dando cada vez mais insistentemente.
Pois é isso mesmo. Destruímos este planeta e ao mesmo tempo damos um passo em frente para tentar encontrar um novo poiso, quem sabe se para justificar os males que vamos praticando na Terra.
A ciência pode e deve ser neutral e é suposto contribuir para a melhoria das condições de vida da humanidade, mas só se for descontada a acção dos políticos que na sua sede pelo poder, usam muitas vezes de forma perversa aquilo que podia ser benéfico para todos se bem utilizado.


