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sábado, dezembro 05, 2015

OS CULPADOS DO COSTUME



Se todos se lembram da almofada financeira de que falava Passos Coelho, ou dos cofres cheios da ministra Maria Luís, que apesar de ser divida ao estrangeiro, enchia a boca dos antigos governantes, que se orgulhavam de ter essa massa para se poder enfrentar alguma dificuldade inesperada.

Parece que o montante da almofada financeira era de 945 milhões de euros no princípio do ano, mas que agora é de apenas 60 milhões de euros. O gasto dessa dinheirama, segundo o governo apeado do poder, deveu-se aos professores que não aceitaram recorrer às rescisões amigáveis, e continuaram a desempenhar as suas funções.

Foram sempre os funcionários públicos os culpados dos “desvios de rumo” das finanças nacionais, pelo menos na óptica dum governo que nunca errou nem teve dúvidas, à semelhança do seu tutor, ainda em funções para os lados de Belém. Por verem reduzidos os cortes dos subsídios ou por se negarem a rescindir os seus contratos de trabalho, os bodes expiatórios da derrapagem orçamental são os funcionários públicos.

O tal rigor de que falavam Passos Coelho e Maria Luís, tem uma face bem negra porque o tal trunfo que diziam ter na manga já foi pelo cano abaixo, e o défice abaixo dos miríficos 3% está em sério risco, a menos que se façam uns quantos malabarismos, como empurrar alguns pagamentos para 2016, o que já vem sendo hábito.


P. do Sol by Palaciano

segunda-feira, setembro 23, 2013

PLATAFORMA DA SAÚDE DEFUNTA



Foi em tempos criada uma plataforma chamada Portal da Saúde, onde se podia marcar uma consulta em qualquer Centro de Saúde utilizando apenas o Cartão do Cidadão ou o Cartão do Utente. As consultas de rotina eram facilmente marcadas usando-se um computador, pois podiam-se escolher datas em que o utente tinha disponibilidade, em função das datas livres no calendário do médico de família.

Em finais de 2012 o serviço já mostrava debilidades gritantes, mas em 2013 tornou-se uma inutilidade absoluta, porque apesar de dizer que aceitava os pedidos de marcação de consulta, no ecrã do computador, no mesmo minuto o telefone desmentia a mensagem dizendo “lamentamos, mas não foi possível agendar a sua consulta para o período indicado”.

Muitas tentativas depois e escolhendo dias diferentes cheguei sempre ao mesmo resultado, sendo que fui sempre levado a contactar o prestador de saúde para obter “mais informações”.

Não sei se o problema é de falta de verbas, se é um problema de falta de assistência técnica, ou se o ministério prefere que os utentes entupam os telefones dos Centros de Saúde, atrasando o atendimento aos doentes com mais urgência no atendimento, mas lá que é ridículo manter o Portal em funcionamento apenas para gerar respostas automática (alguém as paga) dizendo que o esforço foi inútil, e que se o utente quiser terá de tentar telefonar (a pagantes), ou então terá de deslocar-se ao Centro de Saúde duas vezes, uma para marcar e outra para a consulta, com todos os inconvenientes pessoais de ter de faltar ao serviço para conseguir uma simples consulta de rotina.