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sábado, dezembro 05, 2015

OS CULPADOS DO COSTUME



Se todos se lembram da almofada financeira de que falava Passos Coelho, ou dos cofres cheios da ministra Maria Luís, que apesar de ser divida ao estrangeiro, enchia a boca dos antigos governantes, que se orgulhavam de ter essa massa para se poder enfrentar alguma dificuldade inesperada.

Parece que o montante da almofada financeira era de 945 milhões de euros no princípio do ano, mas que agora é de apenas 60 milhões de euros. O gasto dessa dinheirama, segundo o governo apeado do poder, deveu-se aos professores que não aceitaram recorrer às rescisões amigáveis, e continuaram a desempenhar as suas funções.

Foram sempre os funcionários públicos os culpados dos “desvios de rumo” das finanças nacionais, pelo menos na óptica dum governo que nunca errou nem teve dúvidas, à semelhança do seu tutor, ainda em funções para os lados de Belém. Por verem reduzidos os cortes dos subsídios ou por se negarem a rescindir os seus contratos de trabalho, os bodes expiatórios da derrapagem orçamental são os funcionários públicos.

O tal rigor de que falavam Passos Coelho e Maria Luís, tem uma face bem negra porque o tal trunfo que diziam ter na manga já foi pelo cano abaixo, e o défice abaixo dos miríficos 3% está em sério risco, a menos que se façam uns quantos malabarismos, como empurrar alguns pagamentos para 2016, o que já vem sendo hábito.


P. do Sol by Palaciano

segunda-feira, setembro 24, 2012

A DEVOLUÇÃO E O MALABARISMO



Passos Coelho continua a ser fantástico nas artes de comunicação, como se pode concluir da recente comunicação feita logo após a reunião com os parceiros sociais.

A queda da TSU, que tinha sido o mais monumental erro do seu consulado, vai ser substituída pelo aumento dos impostos de um modo ainda não quantificado. Já todos tínhamos percebido que a TSU era um imposto (sobre o trabalho) encapotado, por isso nada de novo no pedaço.

O malabarismo do 1º ministro não se fica pela substituição da taxa pelo imposto, porque Passos Coelho gosta sempre de adornar o seu discurso, e vai daí, acrescentou que “haverá a devolução parcial dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e pensionistas”.

Ninguém pode devolver aquilo que ainda não tirou, pelo se podia supor que o governo estava a pensar devolver uma parte do que tinha cortado este ano, mas não é verdade. A realidade é bem outra, aumentando no próximo ano a base de incidência do IRS, vai arrecadar mais imposto.

Este senhor é um artista…