Anda um fulano por cá durante muitas décadas e, de repente, aparece um senhor que, diz-se, está à frente de um tal de Conselho de Prevenção da Corrupção e faz uma afirmação que me consegue surpreender.
Começo por dizer que só fiquei a saber quem era o presidente do tal organismo, no último parágrafo da notícia do Sol. Depois de pensar bem, consegui lembrar-me que também preside ao Tribunal de Contas, um outro organismo que já concluiu que se gastou dinheiro público em barda, e de um modo mais do que estranho e suspeito, mas até agora não me consta que alguém tenha sido “agarrado” por esse motivo e em consequência dos seus relatórios.
Quando comecei a pôr os poucos neurónios que me restam a trabalhar, voltei ao título e reli “ funcionários públicos terão limite de valor para presentes oferecidos por utentes”. Talvez não acreditem, mas o Tico e o Teco, os tais neurónios que referi, enviaram-me um recado a um local que comanda as minhas estranhas reacções, e desatei a rir desalmadamente, por ter chegado a uma conclusão:
Como os relatórios dos milhões esbanjados está a cargo do Tribunal de Contas, e daí não se conhecem resultados, agora salta para a ribalta o Conselho de Prevenção da Corrupção, que vai divulgar quantos chouriços ou queijos deram a Ti Maria e o Ti Jaquim, para lhes fazerem a entrega do IRS pela Internet, e a quantos anos de cadeia corresponde cada um destes produtos.
Meu caro professor Guilherme d’Oliveira Martins, dedique-se por favor à sua paixão pela História, e abandone estas funções, porque isso de adoptar as tais regras universais, é outra loiça e se assim fosse os seus contundentes relatórios já teriam feito rolar muitas cabeças.
Thomas Antony
Thomas Antony

