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segunda-feira, fevereiro 25, 2019

MUITO POR FAZER


Os nossos museus, palácios e monumentos têm aumentado o número de visitantes de modo apreciável, o que é bom, mas não tem sido tanto pela qualidade dos serviços prestados, mas sobretudo devido ao aumento dos visitantes estrangeiros.

Tenho visto estes serviços definharem por vários motivos, que vão desde a escassez de pessoal, à crónica falta de verbas, e falta de investimento, mas também algum comodismo, falta de espírito reivindicativo, e demasiado conformismo.

Em determinada ocasião critiquei a falta de informação fornecida aos visitantes dum determinado palácio, e como resposta disseram-me que um palácio não é um museu, e que por isso não era indicado ter informações em todas as peças. A explicação não ficou por aí, e foi-me dito que estava para aprovação, há anos, uma nova sinalética.

A informação, que eu saiba, pode ser disponibilizada por diversos meios, e alguns até nem são muito dispendiosos. Procurei nos sítios de diversos museus, palácios e monumento, especialmente naquele de que falei, e reparei que a informação é pobre, para não dizer paupérrima.

Consultei os quadros de pessoal de vários serviços, e especialmente o do tal palácio, e verifiquei que existiam diversos técnicos superiores com atribuições como, a comunicação, o inventário, colecções, serviço educativo, etc. Pelos vistos existe alguma margem de manobra que ainda pode ser explorada, assim haja vontade e imaginação.

Sugestão AQUI



domingo, outubro 14, 2018

CULTURA, A INOVAÇÃO E O PATRIMÓNIO


No dia em que se soube da substituição de Luís Filipe Castro Mendes da pasta da Cultura, e da entrada em funções, já amanhã, de Graça Fonseca, vem mesmo a propósito falar da necessidade de se inovar também na Cultura, e particularmente na área do Património.

A Direcção Geral do Património já vende bilhetes on-line (com o prazo mínimo de 10 dias úteis), e de Vouchers para operadores turísticos, praticando-se descontos de quantidade (com o prazo mínimo de 10 dias), o que sendo já um passo em frente, ainda é difícil e algo burocrático.

Falando dos bilhetes, quer dos comprados on-line, quer os comprados nos balcões, todos reparamos que têm um código de barras que devia ser lido por um PDA (assistente pessoal digital), ou em caso de inoperacionalidade do equipamento próprio, o vigilante deveria destacar o canto recortado no bilhete para inutilização do mesmo. Pois não vejo os tais PDA’s nos museus, palácios e monumentos que visito, nem vi ainda nenhum bilhete com um canto recortado, nem sequer nos novos bilhetes com fotografias na sua frente, que são cortados sem apelo nem agravo destruindo as imagens que alguns gostam de colecionar.

Outra inovação que era muito bem recebida tem que ver com a informação, que é insuficiente, e que podia ser fornecida por apps fornecidas pelos serviços, grátis ou a preços razoáveis. Claro que para isso devia existir uma rede Wi-Fi disponível em cada museu ou monumento, e simplesmente não existe.

Pode ser que alguém vindo da Secretaria de Estado da Modernização Administrativa, a próxima ministra da Cultura, esteja aberta à inovação, ao contrário da maioria dos responsáveis actuais, que nunca deram qualquer atenção ao assunto.  



segunda-feira, janeiro 14, 2008

POLÍTICA DE PREÇOS NA CULTURA

Todos os anos assistimos a uma escalada dos preços dos bens de consumo, sempre explicados pelos aumentos dos custos de produção, das regras do mercado ou do aumento dos preços dos combustíveis. Jogando com estes números e com o exercício de regras manhosas que aos iniciados pertencem, estabelece-se o valor da inflação esperada.
Na Cultura as coisas não se passam exactamente do mesmo modo, e apesar dos cálculos científicos (?) dos peritos em estatísticas e inflação, os preços aumentam por simples despacho e em valores que desafiam qualquer raciocínio lógico.
Em 2008 assistimos a aumentos à volta de 1 euro por entrada em diversos museus e palácios dependentes do Ministério da Cultura, o que traduzido em percentagem significa acréscimos de 25% ou até de 33%. Claro que os motivos invocados foram os aumentos de despesas na conservação e manutenção destes equipamentos, porque a nível salarial todos sabem que os aumentos impostos foram de 2,1%, valor que está abaixo da maioria das previsões sobre a inflação esperada.
Algumas alterações merecem aqui menção, como sejam as entradas grátis para professores e alunos desde que devidamente identificados, mesmo que em visitas que não sejam de estudo. Pela negativa refiro o meio bilhete que os portadores de deficiência e os maiores de 65 anos têm de pagar.
Resta-me continuar a sugerir aos portugueses que visitem os nossos museus e palácios aos domingos e feriados pela manhã, e até às 14 horas, para que beneficiem das entradas gratuitas, já que continuo a achar que as entradas são demasiado caras para grande parte dos cidadãos deste país.

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FOTOS DE FLORES

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McGal

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CARICATURAS

Nelson Santos

Nelson Santos