Depois de muitos anos em posições
de liderança de equipas aprendi e pratiquei muitas coisas que, quase sempre,
foram encaradas pelas altas chefias com muita desconfiança. Uma das razões que
mais os incomodava era que eu não aceitava que os trabalhadores é que se tinham
que adaptar à empresa, porque considero isso como uma limitação à criatividade
e à inovação.
Não consigo imaginar duas ou três
dezenas de indivíduos, de diferentes idades, com formações diferentes, com
feitios diversos e com diferentes experiências, possam pensar todos do mesmo
modo.
Pelo contrário acho que às lideranças cabe estabelecer claramente os
objectivos, acompanhar de perto o grupo dando toda assistência necessária para
a ultrapassagem dos problemas, e fazer sentir a cada um a sua importância
dentro do grupo.
Lamento que ainda haja muita
gente que ache que se deve forçar as pessoas a um procedimento, comportamento e
modo de trabalhar absolutamente igual, não respeitando a sua diversidade e não
deixando espaço para a sua criatividade, que muitas vezes podia vir a ser
preciosa.
