Tem sido constante a pressão
feita pelo patronato desde que se soube que iríamos ter um governo apoiado pela
esquerda parlamentar. A sua acção chegou mesmo ao ponto de dizer que só por
haver um governo de esquerda já havia uma significativa fuga de capitais.
O primado da economia que se
sobrepôs aos interesses e às aspirações das pessoas, levou a que o trabalho
fosse desvalorizado e as atenções do governo se centrassem quase que em
exclusivo no capital e nos seus detentores.
Os custos do trabalho têm vindo a
descer desde 2008/2009, os salários têm sido diminuídos pelo aumento da carga
fiscal sobre o trabalho, e os lucros passaram a ter um alívio fiscal, o que tem
sido muito do agrado do nosso patronato.
Com o fracasso das políticas de
austeridade extrema seguidas pelo anterior governo, tornou-se evidente que é
necessário repor algum do poder de compra dos trabalhadores para equilibrar a
economia, e isso incomoda um patronato que estava habituado a ditar as suas
regras e a explorar uma mão-de-obra barata, para não dizer outra coisa.
É bom que se perceba que não
temos hipóteses de crescimento tentando competir na base dos baixos salários,
porque esse lugar já está ocupado por outros com maior dimensão. Um confronto
entre o patronato e os sindicatos, nesta altura, terá muito maus resultados.
Natureza Morta by Palaciano
Quebrada by Palaciano




