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terça-feira, dezembro 01, 2015

A FORÇA DO PATRONATO



Tem sido constante a pressão feita pelo patronato desde que se soube que iríamos ter um governo apoiado pela esquerda parlamentar. A sua acção chegou mesmo ao ponto de dizer que só por haver um governo de esquerda já havia uma significativa fuga de capitais.

O primado da economia que se sobrepôs aos interesses e às aspirações das pessoas, levou a que o trabalho fosse desvalorizado e as atenções do governo se centrassem quase que em exclusivo no capital e nos seus detentores.

Os custos do trabalho têm vindo a descer desde 2008/2009, os salários têm sido diminuídos pelo aumento da carga fiscal sobre o trabalho, e os lucros passaram a ter um alívio fiscal, o que tem sido muito do agrado do nosso patronato.

Com o fracasso das políticas de austeridade extrema seguidas pelo anterior governo, tornou-se evidente que é necessário repor algum do poder de compra dos trabalhadores para equilibrar a economia, e isso incomoda um patronato que estava habituado a ditar as suas regras e a explorar uma mão-de-obra barata, para não dizer outra coisa.

É bom que se perceba que não temos hipóteses de crescimento tentando competir na base dos baixos salários, porque esse lugar já está ocupado por outros com maior dimensão. Um confronto entre o patronato e os sindicatos, nesta altura, terá muito maus resultados.


Natureza Morta by Palaciano

Quebrada by Palaciano

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

RAPIDINHAS

Patrões portugueses - Os patrões portugueses, aproveitando a fase crítica de qualquer governo no último ano do seu mandato, revelaram as suas intenções e fazem agora toda a pressão sobre o executivo para fazerem tombar ainda mais a balança do equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e as garantias dadas pela legislação laboral.
O Código do Trabalho ideal para o patronato português, seria sem qualquer dúvida um que contivesse apenas os direitos patronais e as obrigações dos trabalhadores. Os avanços da humanidade e as conquistas sociais entretanto alcançadas estão definitivamente em risco, quando a economia comanda as preocupações dos políticos, que definitivamente se esqueceram de que foram eleitos para defenderem os direitos de quem os elegeu, e esses não são maioritariamente patrões.

Carnaval – Curiosamente, ou talvez não, a ASAE foi um dos protagonistas do Carnaval lusitano, a par do ministro das Finanças, mascarado de incrível Hulk, e dos já inevitáveis Cavaco Silva, José Sócrates e Paulo Portas. Se uns já não são estreantes nestas lides, outros ganharam o direito a estar nas bocas do mundo, claro que não pelas melhores razões. Também marcaram presença na folia, Telmo Correia, Luís Filipe Menezes, Mariano Gago e até o já demitido ministro das doenças. A brincar, a brincar, os portugueses brindaram com as suas piadas os protagonistas da (má) situação política e social deste país. É Carnaval, ninguém leva a mal, mas ficam os recados!

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FOTOS PRÓ MENINO E PRÁ MENINA
Брушша
Брушша

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CARTOON




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