Se os economistas não me merecem grande credibilidade, em parte pelas suas responsabilidades no estado da economia, a verdade é que nos últimos tempos eles nos têm brindado com opiniões e manifestos para quase todos os gostos.
Daniel Bessa tem sido um dos mais profícuos na elaboração de estudos e em discursos sobre temas económicos, e desde o aeroporto de Lisboa ao TGV, passando pela estratégia económica para o futuro, sobre tudo se tem pronunciado.
Não é surpreendente que venha apoiar Manuel Pinho na sua última intervenção pública, afinal estamos na presença de dois ex-ministros do mesmo quadrante político. Tendo em linha de conta a actual situação económica e o desenvolvimento nacional dos últimos anos, Daniel Bessa não fica lá muito bem no retrato.
Eu esperava que as receitas propostas tivessem algo de inovador, mas surpreendentemente, ou talvez não, este economista aponta as mesmas velhas receitas, cujo resultado tão bem conhecemos.
Não vou rebater o rumo indicado põe Daniel Bessa, mas basta dizer que no fundo se limitou a dizer que a gafe de Manuel Pinho na China, até foi uma afirmação acertada, demonstrando-se assim que com os economistas da nossa praça (quase todos), continuaremos a querer competir no mundo globalizado apresentando como factor vantajoso, o baixo nível dos salários dos trabalhadores do sector produtivo nacional.
A política económica desejada pelo poder continua a ser a da tigela de arroz, mostrando-se assim o espírito criativo e inovador das classes dominantes e a sua visão para o futuro de Portugal e dos portugueses.
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