O governo vai levar à Concertação
Social uma proposta para alterar o regime de reformas, e existiam expectativas
altas por parte dos trabalhadores, visto que o ministro Vieira da Silva tinha
anunciado que pretendia beneficiar os detentores de longas carreiras
contributivas.
Os benefícios são ainda pouco
conhecidos, mas pelo que já é público só os que têm carreiras de pelo menos 48
anos escapam às penalizações, o que arrefeceu as fundadas expectativas dos
trabalhadores.
O que também é digno de nota é a
afirmação que o que vai ser proposto na Concertação Social só se aplica a quem
desconta para a Segurança Social, porque a Função Pública continuará a com as
regras próprias, onde pelos vistos as penalizações se mantêm todas, com o
factor de sustentabilidade e as majorações existentes, o que é estranho.
É absolutamente justo que quem já
contribuiu durante 40 anos ou mais e atingiu uma idade de 60 anos, ou mais, já
merece o justo descanso e uma velhice descansada, caso seja essa a sua opção,
seja no público ou no provado, e um governo que não consiga reconhecer isso, e
não aproveite a oportunidade para rejuvenescer as empresas e os serviços
públicos, não está a pensar no futuro.
