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quarta-feira, agosto 27, 2008

RAPIDINHAS

Segurança – Sem alarmismos, continuo a achar que vivemos cada vez mais num mundo inseguro. A nível mundial são as disputas de influências, por parte dos países mais poderosos, que nos fazem temer pela segurança. A miséria e a fome, por um lado, a riqueza e a ambição sem limites, por outro, são também ingredientes que contribuem para a insegurança. Talvez seja impressão minha, mas acho que há quem não queira ver que sem um maior equilíbrio social, a segurança estará sempre em perigo.

Competição – Num mundo cada vez mais individualista e egoísta, muitos são os apelos ao sucesso em todos os campos. Hoje “trepa-se” na vida sacaneando o próximo, valendo de tudo para se alcançar o topo, em nome de uma competitividade doentia e vã. Com este tipo de atitude, seja em que meio for, o trabalho em equipa e a conjugação de esforços, em função de objectivos palpáveis, ressente-se e os resultados começam a ser cada vez piores. O ditado “a união faz a força” pode estar a ficar desactualizado, para os gurus da organização do trabalho e gestores de recursos humanos, mas também eles são apenas peças da engrenagem, e nada conseguem sem o contributo de muita gente comum, afinal aqueles cujos méritos eles preferem desvalorizar.



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PINTURA
Blue Tropical by CreativeNiCo

Tropical by CreativeNiCo

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CARTOON
Mihai Ignat

Enrique Lacoste

Sevket Yalaz

sexta-feira, setembro 14, 2007

SANGUE DE BARATA

Não sou um grande adepto de futebol, pelo menos no que respeita a afectos clubistas, mas sempre torci e continuo a torcer pelas formações nacionais que representam o nosso país. Talvez por não ser um adepto fervoroso, vou mantendo um certo distanciamento no que diz respeito às escolhas e às tácticas empregues pelo seleccionador nacional.
Ontem fui surpreendido pelos acontecimentos e pelas notícias, que ocorreram no final do encontro da nossa selecção. Já hoje (estou a escrever ainda a 13/9), não se falava de outra coisa onde quer que estivesse.
À noite vi o telejornal da SIC, e apanhei com a notícia e com os comentadores durante mais de meia hora, a dissertar sobre a atitude de Filipe Scolari. Atendendo ao tipo de coberturas a que as televisões portuguesas nos habituaram, não foi isto que me admirou, mas sim “o sermão” dum comentador desportivo deste canal.
Fui praticante de desporto, de basquete semi-profissional mais exactamente, e sei perfeitamente o que se sente dentro do campo, e como se reage por vezes no calor da disputa desportiva. Desconheço se o comentador da SIC já esteve nessa situação, o que também pouco importa, mas os seus comentários “absolutamente racionais” não se enquadram minimamente com o que realmente se passa dentro de campo durante um desafio.
Na competição desportiva, como aliás na actividade militar ou policial, é praticado um determinado tipo de treinamento psicológico visando manter os sentidos focados nos objectivos que são determinados, de modo a obter-se o melhor e mais rápido desempenho dos indivíduos e consequentemente do grupo. Qualquer psicólogo sabe explicar isto com bastante detalhe, o que não vem agora ao caso. O que importa agora é perceber como se enquadra a reacção de Scolari.
Scolari agiu impulsiva e impensadamente a um conjunto de estímulos. O acto irreflectido é condenável desportiva e socialmente. Estamos de acordo. O que não posso concordar é que se crucifique, por este motivo, alguém que reagiu dum modo, que embora condenável, pode classificar-se como humano. Errar é humano. Por esse motivo pediu desculpas, talvez venha a ser punido disciplinarmente e até se punirá a ele próprio quando se confrontar com a necessidade de impor disciplina aos seus discípulos.
A apologia do sangue de barata, ou os sermões de absoluta passividade por parte de um treinador, perante o calor da disputa desportiva, só existe na cabeça de quem concebe o desporto sem paixão.
O Sargentão procedeu mal, desculpou-se e merece a minha compreensão. Se escolheu os melhores, se adoptou a melhor estratégia, ou se fez as melhores substituições, não sei, nem sou a pessoa mais indicada para avaliar, mas merece-me o maior respeito e admiração pelo que conseguiu até agora.

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AS FOTOS DE HOJE
Bioskis
Zursmansor

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CARTOON

Wayne Stayskal