sexta-feira, dezembro 05, 2014
OS COMBUSTÍVEIS EM PORTUGAL
quinta-feira, abril 12, 2012
A INUTILIDADE DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA
O preço dos combustíveis e da energia são dois dos factores que mais pesam na estrutura dos preços de tudo o que consumimos e do que exportamos, contudo a atenção do governo e dos grandes empresários tem-se fixado apenas nos custos do factor trabalho, que no cômputo geral e relativamente aos nossos concorrentes, sempre foi inferior.
Sabe-se que os custos energéticos estão artificialmente altos e que as fornecedoras têm grandes lucros, garantidos por acordos com o governo que nada tem feito para aliviar os preços, mesmo atravessando o país uma grave situação económica como a que temos.
Os combustíveis também são outro caso exemplar, onde o Estado pratica elevadíssimos impostos, maiores do que os praticados em boa parte da Europa, que nunca pensou em aliviar para reduzir os encargos dos portugueses em geral e da economia produtora. Os preços dos combustíveis sobem constantemente e respondem de imediato aos aumentos do crude, mas as reduções não acontecem nem com a mesma rapidez nem na proporção da descida da matéria-prima.
Nesta quarta-feira os preços do brent baixaram para mínimos de Fevereiro, perante a perspectiva dos mercados de menor consumo, e cá estamos nós à espera que na próxima segunda-feira os combustíveis baixem para os níveis mais baixos de Fevereiro.
Claro que os preços não vão baixar tão depressa, nem na mesma proporção, porque temos uma Autoridade da Concorrência que não funciona, e temos um governo que fecha os olhos à cartelização do sector.

segunda-feira, janeiro 12, 2009
CURIOSIDADES
GALP – É confrangedor continuar a ler o que afirmam os representantes da GALP quando tentam explicar qualquer alteração de preço dos combustíveis. O Zé aconselharia que o silêncio fosse a norma, porque afinal só em Março é que se saberá se em Outubro passado a GALP estava a praticar uma correcta política de preços. Caso queiram mesmo falar, afinal vivemos num país com liberdade de expressão, talvez fosse melhor optar por botar discurso quando se baixam os preços.
É que li ontem umas explicações do porta-voz da GALP Pedro Marques Pereira, que dizia que “Os preços são fixados sempre com uma semana de lag”, referindo-se naturalmente aos aumentos, esquecendo-se do que disseram outros altos representantes da mesma empresa, quando explicaram a demora nas descidas do preço. Dar uma vista de olhos a uma cábula, antes de fazer declarações, também é uma boa opção!
Empresas Públicas – Saiu mais um relatório do Tribunal de Contas, sim, mais um, que diz preto no branco que 20 empresas públicas deviam mais de 17 mil milhões de euros ao Estado, em Dezembro de 2007, o que representava cerca de 17% do Orçamento de Estado para esse ano. Seis dessas empresas concentravam 84% desse montante de 17.000 milhões. Já sei que alguém se vai lembrar da “herança do passado”, e de outras coisas mais, mas o valor, esse não diminui qualquer que seja a desculpa.
Já agora, nada disto será má gestão? É que eu não me lembro de ter lido notícia alguma sobre penalizações de gestores públicos, mas estou curioso em saber quem eram, e onde estão esses senhores, porque nada me garante que não estejam noutras empresas públicas ou participadas pelo Estado. Safa!
domingo, dezembro 07, 2008
OPORTUNISMO
Depois de alguns meses de subidas de preço, e de forte especulação, eis-nos perante uma descida do preço das matérias-primas, motivado pela diminuição da procura. Isto podia ser uma boa notícia para todos nós, que agradecíamos uma descida proporcional nos produtos que consumimos.
A economia e alguns dos seus agentes porém, não partilham destes nossos justos anseios, e pretendem aumentar significativamente os seus proventos beneficiando ao máximo
deste grande diferencial de preços, verificado em apenas poucos meses.
Todos sentimos a lentidão com que os combustíveis vão baixando nas bombas onde abastecemos, e mesmo assim porque existe muita pressão pública e muita contestação. Outros sectores, talvez porque a pressão pública e dos média não se verifica, continuam sem registar baixas de preços que reflictam a baixa das matérias-primas, e aqui temos produtos tão variados como o pão, as massas alimentares ou o gás que consumimos nas nossas casas.
Existe muito oportunismo em situações desta natureza, e muitos dos que não hesitaram em pedir o aumento das indemnizações compensatórias, quando os preços subiram em flecha, que justamente receberam, agora pretendem ignorar que os preços desceram e ainda pretendem aumentar os preços como se os seus custos não tivessem diminuído.







