Quanto mais nos aproximamos das eleições, maior é o ruído produzido pela nossa classe política. Não critico que cada um exponha o seu ponto de vista e aponte um rumo que julga melhor, o que me irrita é quando dizem coisas que não correspondem inteiramente à verdade, tentando iludir os possíveis votantes.
Já manifestei a opinião de que PS e PSD são demasiado semelhantes, pelo que é difícil tentar convencer alguém do contrário. Uns dizem que o “D” faz a diferença, outros que a ausência do dito marca uma posição de esquerda, mas lamento desiludir uns e outros, porque nem isso os diferencia, e muito menos as acções.
Enquanto oposição, agarram-se a alguns temas característicos da esquerda (afirmação dita com muita bonomia), no poder comportam-se bem à direita e de forma muito liberal (palavra de que agora não gostam). Estou agora a lembrar-me do argumento do engº Sócrates que tentando apontar as marcas sociais do PS criticou o PSD por ter advogado um outro modelo de Segurança Social, com a aplicação de dinheiros em fundos cotados
Por falar em paraísos fiscais, temos o senhor João Salgueiro, sim aquele dos bancos, a dizer que os mesmos não vão acabar, mas o G20 não o deve ter ouvido e decidiu o inverso, pelo menos para já. Também houve um outro senhor, este da PT, que insinuou que o Estado não devia intrometer-se nos ordenados e prémios dos gestores, mas também aí o G20 devia estar distraído, porque decidiu o contrário.
Costuma dizer-se que vozes de burro não chegam aos céus, e pelo menos em Londres não foram ouvidas.



