segunda-feira, maio 29, 2017

PORTUGAL ESTÁ NA MODA?

Com a repetição constante da afirmação de que “Portugal está na moda”, os políticos tentam colher louros, de alguma acção feita no presente ou no passado, que verdadeiramente não tem nada que ver com o aumento da procura de Portugal como destino turístico.

Quem trabalha junto de turistas e com eles contacta, podendo ter uma ideia fundamentada sobre as suas impressões das visitas ao país, sabe bem que os turistas gostam do país pelas paisagens, pela simpatia das pessoas, pela gastronomia, pelo Património natural e construído, pela segurança, sem nunca ser sequer aludido qualquer factor de ordem política.

Portugal não está na moda, mas os portugueses com a sua simpatia, com a sua arte, com os seus saberes e com a sua maneira de estar na vida, aliados à beleza natural do país à beira mar plantado, conseguem atrair as preferências de quem viaja e sabe comparar o que cada país tem para oferecer.

A autenticidade dos portugueses é uma mais-valia a preservar, assim se saiba combater o lucro fácil, o turismo desregrado, os baixos salários e o despovoamento dos locais procurados pelo turismo.


Não matem a galinha dos ovos de ouro, a menos que queiram repetir os erros de outros destinos que ficaram saturados e estão em queda acentuada…


quinta-feira, maio 25, 2017

O ESTADO DA CULTURA OU A CULTURA DE ESTADO



A Cultura é, sem qualquer sombra de dúvida, o parente pobre de todos os governos em Portugal.


Os ansiados 1% do Orçamento de Estado nunca foi atingido, e nos últimos anos a fatia dedicada à Cultura tem minguado, afectando mesmo o funcionamento de museus, palácios e monumentos, que além de viverem num sufoco financeiro, viram o número de visitas aumentar enormemente.

Ouvir da boca do ministro da Cultura a admissão de apoio do Estado na realização do Festival da Eurovisão, é no mínimo caricato, porque o financiamento d televisão pública já é pago pelos portugueses, quer queiram, quer não, e pensar que ainda vai ser consignado mais dinheiro para um festival, causa uma fúria justificada.

O senhor ministro esqueceu-se de falar sobre o restauro dos carrilhões de Mafra, para os quais existiu verba consignada durante anos, por exemplo. Esqueceu-se também de sossegar os portugueses sobre a segurança, ou falta dela, devido ao mau estado dos carrilhões, que continuam apoiados em andaimes, porque a madeira que suporta os sinos está completamente podre.

Luís Filipe Castro Mendes deverá explicar-se sobre a Fundação Côa Parque, o seu estado e os problemas de segurança que ficaram bem evidentes com os actos de vandalismo recentes.

Que tal arranjar um tempinho para explicar as razões do descontentamento dos vigilantes de museu que já manifestaram o seu desagrado com uma greve e prometem não ficar por aqui.

Por último, pergunte-se ao senhor ministro se pensa que estão reunidas as condições mínimas de segurança para funcionários e visitantes nos museus que dependem da DGPC, e que formação foi ministrada nestes últimos 2 anos, no campo da segurança.


terça-feira, maio 23, 2017

A ILUSÃO DE SEGURANÇA

Quando vamos a recintos desportivos, a centros comerciais, a concertos musicais e a outras manifestações de qualquer ordem, em que se aglomeram centenas ou mesmo milhares de pessoas, confiamos que estamos seguros e que tudo correrá com a devida normalidade, mas as coisas podem não ser bem assim.

Nos últimos anos já tomámos conhecimento de diversas ocorrências fatais nestas manifestações que juntam multidões, quer por razões fortuitas (exemplo incêndios), quer por razões ligadas a terrorismo ou outras actividades criminosas.


O incidente no Manchester Arena veio recordar que a segurança é sempre relativa e que mesmo com condições de segurança apertada, casos destes podem acontecer, e que por isso todos os cuidados na implementação de medidas de segurança e a sua fiscalização, devem ser uma preocupação de todos.