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sábado, dezembro 08, 2007

GATO ESCONDIDO…

Como já vem sendo hábito, recebi via mail dois comentários críticos ao artigo publicado com o título «Ministério do Patronato e da Insegurança Social», aos quais não respondi pela mesma via, por não ser esse o meu procedimento habitual.
Não retiro uma única palavra ao que disse nesse comentário, onde manifestei a minha discordância perante a parcialidade com que o ministro Vieira da Silva encara a política laboral, favorecendo as posições do patronato em detrimento da defesa dos interesses trabalhadores.
Os argumentos das mensagens que recebi eram muito pobres, para fundamentarem a discordância manifestada, mas ainda assim, aqui fica uma coincidência, mais uma, que bem poderia usar para reiterar tudo o que escrevi anteriormente. Ontem mesmo, a CIP ameaçou rasgar os acordos salariais, e estamos a falar do salário mínimo, caso o governo não garantisse contrapartidas como limites nas indemnizações por despedimentos, eliminação da contribuição social sobre horas extraordinárias, mobilidade e polivalência de funções. A flexibilidade de horários e a mobilidade geográfica também constavam das exigências. Por coincidência, também dos lados da PT surgiu a possibilidade de mais de 600 despedimentos se…, e mais umas exigências para satisfazer!
Como se pode constatar, as declarações do senhor ministro abriram caminho a estas exigências, que talvez sejam apenas uma mera coincidência, mas incidem precisamente sobre os pontos que o senhor ministro mencionou, mas também omitem, como ele o fizera, contrapartidas para os trabalhadores.Como se pode arrogar um ministro do Trabalho e da Segurança Social, o papel de entidade mediadora, quando na prática toma partido ao lado dos interesses de uma das partes? Eu não o entendo, mas cada um é livre de ter e manifestar a sua opinião.

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POSTAL COM DEDICATÓRIA

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RESPOSTA A DESAFIOS

10 COISAS SOBRE MIM

1ª Nasci em Moçambique, adoro a minha terra e as suas gentes, mas nestes últimos trinta e cinco anos nunca senti vontade de lá voltar.
2ª Detesto a mesquinhez e a hipocrisia, pelo que raramente me calo perante o que acho que está errado, mesmo sabendo que isso tem custos.
3ª Respeito mais quem comigo discorda e o assume claramente em termos civilizados, do que quem comigo diz concordar nunca manifestando opinião própria.
4ª Detesto a arrogância e a prepotência.
5ª Gosto imenso de cinema, embora seja presentemente um espectador pouco assíduo.
6ª Gosto de diversos tipos de música, mas não dispenso uma boa aparelhagem de som.
7ª Para descansar e refrescar as ideias, gosto do campo ou então de observar o mar.
8ª A fotografia, o desenho e a leitura são hoje os meus passatempos preferidos.
9ª A História de Portugal dos séculos XIV ao XVI, e os monumentos dessa época são uma paixão a que não resisto.
10ª Tempo para a família e para os amigos arranja-se sempre, porque não sei viver sem eles.

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FOTOGRAFIA COM FILTROS

pool by ant01

sunset by Random-eyes

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CARTOON

Evgeny Kran

Evgeny Kran

sábado, agosto 04, 2007

AINDA A CULTURA

Recebi dois mails críticos sobre o artigo referente ao caso do afastamento da directora do Museu Nacional de Arte Antiga, a que decidi responder publicamente neste espaço.
No primeiro, pude constatar que o autor considera que “o simples facto de a directora contestar o modelo de gestão apontado pelo governo” é determinante para ditar a sua demissão ou a não renovação da comissão de serviço. Mais à frente salienta ainda que “o modelo que ela tanto criticou na praça pública” é o mesmo que lhe permitiu fazer “o trabalho que agora alguns elogiam”.
Pois bem, discordo das nomeações políticas que reduzem a avaliação do mérito apenas à obediência e não ao trabalho desenvolvido. Quanto ao tipo de gestão em vigor nos museus e nos monumentos, estão por provar as suas virtualidades bastando para tal visitá-los com assiduidade e reparar nas suas carências, deficiências e estado de conservação, para não ir mais longe.
O segundo leitor, alude à possibilidade de ser uma preferência minha, pessoal, já que o nome apontado é igualmente competente e o seu trabalho é patente no Museu do Azulejo. Também alude ao meu desconhecimento sobre a verdadeira autonomia de gestão dos directores de museu.
Quanto ao director nomeado não me vou pronunciar, porque não tenho por costume reduzir a minha opinião sobre os assuntos que comento, a pessoas, muito menos quando não as conheço pessoalmente, o que é o caso. Quanto ao Museu do Azulejo, que conheço muito bem, devo dizer-lhe que já conheceu melhores dias e maior dinâmica, facto que não atribuo à competência, ou falta dela, do director actual. Sobre a autonomia dos directores de museus, posso aconselhar este leitor a ler o Diário da República e consultar os diplomas referentes ao IMC, que foi o que eu fiz.
Sobre este caso gostava de acrescentar que os partidos políticos, que têm passado ao lado dos assuntos referentes ao Património e as suas instituições, se inteirassem e tornassem público o assunto da gestão do Palácio Nacional da Pena, que na lei orgânica do IMC lhe está afecto, mas que na realidade está já sob a alçada da sociedade anónima Parques de Sintra – Monte da Lua. Talvez por aqui se possa começar a entender alguma coisa desta imensa confusão que é o Ministério da Cultura.

Publicado aqui em Agosto de 2006 (hoje é mais caro)

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FOTOGRAFIA É ARTE

Сергей Лавров

NikAlex(2)

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CARTOON