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sábado, maio 03, 2008

REFLEXÃO SOBRE A SITUAÇÃO DOS MUSEUS

Já aqui falei sobre esta iniciativa da representação nacional do ICOM (International Council of Museums), a propósito do 18 de Maio, data em que se comemora o Dia Internacional dos Museus.

Debater os entraves e os desafios que o sector enfrenta é sempre salutar, mas para tal há que envolver todos os profissionais envolvidos no funcionamento e divulgação dos museus e não só alguns sectores profissionais como acontece geralmente. Em Portugal os membros desta organização não-governamental são apenas representativos de uma parte do pessoal que trabalha nos museus, ao contrário do que se passa em alguns países europeus, onde a participação é muito mais abrangente.

Na minha modesta opinião, não basta enviar missivas ao ministro da Cultura dizendo que o sector está em risco de colapso por falta de recursos materiais e humanos. Esta é apenas a parte visível do problema, que é muito mais profundo, e que começa exactamente pela política cultural que o governo pretende implementar.

É notório que o governo deixou de investir no Património e que os museus, palácios e monumentos apresentam já sinais evidentes deste facto, na degradação dos espaços, na falta de manutenção e de restauro das colecções e até na actividade expositiva, que é actualmente de uma pobreza evidente. O governo já manifestou a intenção de entregar alguns museus às autarquias locais, já criou empresas como os Parques de Sintra – Monte da Lua a quem entregaram a gestão de monumentos, e prepara-se agora para fazer algo no género com o Museu dos Coches e talvez até com a Torre de Belém.

Será que a secção nacional do ICOM está na disposição de confrontar o executivo com estes assuntos? Será que estão dispostos a defender para Portugal algum dos modelos existentes na Europa, e com provas dadas, para o nosso Património? Ficamos a aguardar pelos resultados.

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PINTURAS
Outono por Leonid Afremov

Mars Hell by *angotti81

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BOAS IMAGENS

Foto de alecarvalho

Foto de alecarvalho

quarta-feira, outubro 17, 2007

REFLEXÕES

Na calma que deriva do descanso a que me impus nos últimos dias, comecei a reflectir sobre o que tenho visto estampado em blogues e na imprensa que, por hábito antigo, continuo a ler com regularidade.
O descontentamento está a subir e as tensões sociais acentuam-se a olhos vistos. Um facto político abriu uns parênteses nesta situação, que foi a escolha de Meneses para dirigir o PSD e a candidatura de Santana Lopes para a direcção da bancada parlamentar do mesmo partido, que suscitou alguma expectativa em algumas pessoas.
Não nutro a mesma esperança, devo confessar, porque o problema vai muito para além dos protagonistas, residindo antes no sistema político-partidário que temos, e na sua lógica de funcionamento, em que as opiniões mesmo que com diferenças assinaláveis, acabam por se render ao aparelho partidário e aos interesses instalados, que garantem o funcionamento e o financiamento da máquina que pode vir a garantir o assalto ao poder.
Sei que para alguns dos meus leitores estou a ser demasiado céptico, que nem sequer estou a ser justo por não dar tempo ao tempo para tirar então, as minhas conclusões, mas é assim que eu penso.
O pecado, ou melhor, a doença do nosso sistema partidário, é a dependência do grande poder económico, que nos distingue por exemplo das democracias do norte da Europa, em que a política é apenas uma forma de serviço público e de intervenção cívica dos cidadãos, onde o financiamento privado não é permitido, dando espaço a uma verdadeira independência entre estes dois poderes, o político e o económico.

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NEGOCIAÇÕES (?)

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FOTOGRAFIA

Port'a'head disguise by echoandwave

Port'a'head by echoandwave

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CARTOON

Socrates Internet by rodani

Rodrigo de Matos