Mostrar mensagens com a etiqueta Proteger o Património. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Proteger o Património. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, janeiro 22, 2008

ROTEIRO PRESIDENCIAL

Recebi por correio electrónico uma mensagem amável de um amigo, que lamentava a situação de fecho das ruínas de S. Cucufate, mas que considerava o tema inoportuno exactamente por referir o roteiro de Cavaco Silva pelo Património, ensombrando assim esta iniciativa e prejudicando o impacto que a mesma teria na comunicação social e portanto na opinião pública. Lamento ter de afirmar que não concordo mesmo nada com essa ideia, porque o estado de abandono a que está votado o nosso Património deve ser divulgado, a par do que eventualmente esteja a ser bem feito, que é bem pouco.
Recordo as palavras proferidas pelo presidente da República em Coimbra “Portugal só será um país verdadeiramente moderno se for um país com memória”. A preservação, o estudo, a divulgação e a fruição destes espaços que constituem o nosso Património são um imperativo nacional, não porque o presidente assim o diz, mas porque fazem parte da nossa identidade e da nossa história enquanto povo.
Certamente que os responsáveis pela Cultura neste país estão a mostrar o que já foi feito, e o que têm intenção de vir a fazer no futuro, mas é óbvio que não vão querer dizer o que não fizeram, e muito menos o que estão a fazer mal.
A política de recursos humanos, e já só falo do pessoal indispensável à manutenção e abertura dos serviços, como é o caso de S. Cucufate, é um perfeito desastre, para não dizer que até roça a ilegalidade, pois tem sido baseada na contratação de pessoal ao abrigo de um protocolo de mercado social de emprego com o IEFP, para o desempenho de funções que são de necessidade permanente dos serviços. Veja-se que com a alteração deste tipo de contratos, agora até nem se pode contratar ninguém em situação semelhante, devido à inexistência de pessoal do quadro. O Ministério da Cultura não conhece a legislação, para cometer um erro desta natureza? Isso é inadmissível e só pode ter acontecido por absoluta incompetência dos serviços.
É precisamente na altura em que o mais alto responsável da nação dedica uns dias à Cultura, que se torna oportuno denunciar este tipo de situações, para que os responsáveis do sector tomem as medidas necessárias para resolver este problema, até porque não é desejável que tenhamos de falar novamente no problema dentro de uns meses, quando o mesmo problema se vier a colocar com outros serviços também na alçada do Ministério da Cultura.
A crítica pode ser construtiva nesta ocasião, até porque a solução deste problema vai para além do Ministério da Cultura, pois a quem tem a palavra final é o todo-poderoso Ministério das Finanças, como todos bem sabemos.

*** * ***
FOTOS - REFLEXOS
Reflections by *werol

sunrise impression by *werol

*** * ***

CARTOON