Ouvir da boca de um qualquer
secretário de Estado deste país que “estamos a falar é de xenofobia da
oposição”, é simplesmente patético, até porque incluiu nessa classificação
todos os partidos à esquerda dos da coligação, o que quer dizer a maioria dos
eleitores segundo o que dizem as últimas sondagens.
Outra afirmação igualmente
preocupante num membro do nosso governo, é que sendo “uma tentação permanente
(dos estados), que é definir as suas políticas, de um modo completamente autónomo.
Isso não existe na Europa”.
Remata o infeliz jovem com “A questão é que eu sei como é que a política europeia funciona,
sei como é que os conselhos decorrem, sei o que é que é preciso para chegarmos
a um acordo. E muitas destas críticas chegam de pessoas que não sabem como é
que a política europeia funciona.”
Só um tolo é que
não percebe que um político eleito pelo povo dum qualquer país, deve em
primeiro lugar obediência aos seus eleitores e não a um qualquer directório
internacional, não legitimado pelo voto. Defender os interesses nacionais não
pode ser enquadrado pejorativamente num tipo perigoso de nacionalismo xenófobo,
que não é característica do povo português, embora seja característica de
outros povos que o jovem muito admira, que não abrem mão dos seus próprios
interesses.
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