Eu costumo ter boa memória em certos assuntos da política nacional e foi com alguma surpresa que ouvi Manuel Pinho considerar “indecoroso” que políticos responsáveis pela liberalização do mercado de combustíveis, nos idos de 2004, “reclamem agora um intervencionismo governamental sobre os preços”.
Lembro-me bem, e a imprensa irá certamente trazer a lume nos próximos dias, de ler ou ouvir o mesmo Manuel Pinho dizer então que era a favor da liberalização dos combustíveis, bem como o chefe do actual executivo José Sócrates, mas é claro que na altura estavam na oposição. Também me recordo que o problema dos impostos sobre os combustíveis vem do tempo de António Guterres, portanto num governo socialista.
A memória na política é “lixada”, porque quando o bloco central de interesses (PS e PSD) propôs a liberalização do mercado de combustíveis, disse claramente que os beneficiados iriam ser os consumidores, porque haveria concorrência real e portanto disparidades de preços. Também podia dizer o mesmo para o mercado da energia eléctrica, pois foi o que também nos prometeram. Até podíamos escolher!...
Só gostava de perguntar ao senhor ministro Pinho, porque é que eu mesmo podendo escolher o meu fornecedor de energia eléctrica, só tenho como fornecedor a EDP? Ou então, porque é que com o mercado dos combustíveis liberalizado, a REPSOL não importa os combustíveis de Espanha, onde são mais baratos à saída das refinadoras, e porque é que a GALP vende os combustíveis em Espanha ao mesmo preço das restantes concorrentes?
Lembro-me bem, e a imprensa irá certamente trazer a lume nos próximos dias, de ler ou ouvir o mesmo Manuel Pinho dizer então que era a favor da liberalização dos combustíveis, bem como o chefe do actual executivo José Sócrates, mas é claro que na altura estavam na oposição. Também me recordo que o problema dos impostos sobre os combustíveis vem do tempo de António Guterres, portanto num governo socialista.
A memória na política é “lixada”, porque quando o bloco central de interesses (PS e PSD) propôs a liberalização do mercado de combustíveis, disse claramente que os beneficiados iriam ser os consumidores, porque haveria concorrência real e portanto disparidades de preços. Também podia dizer o mesmo para o mercado da energia eléctrica, pois foi o que também nos prometeram. Até podíamos escolher!...
Só gostava de perguntar ao senhor ministro Pinho, porque é que eu mesmo podendo escolher o meu fornecedor de energia eléctrica, só tenho como fornecedor a EDP? Ou então, porque é que com o mercado dos combustíveis liberalizado, a REPSOL não importa os combustíveis de Espanha, onde são mais baratos à saída das refinadoras, e porque é que a GALP vende os combustíveis em Espanha ao mesmo preço das restantes concorrentes?
Liberalizar em Portugal tem o seu quê, nós é que não sabemos, nem eles o dizem!
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