O encerramento da centenária ginjinha do Rossio e o fecho do Quarteto neste mês de Novembro fizeram com que as inspecções e os seus protagonistas fizessem manchetes jornalísticas que todos tivemos a oportunidade de ler. Acreditamos que a defesa dos cidadãos será o motivo que levou a estes encerramentos compulsivos, ainda que fiquem por esclarecer alguns detalhes sobre o assunto.
A defesa dos consumidores e dos cidadãos em geral é absolutamente necessária, e o laxismo pode conduzir a situações que, se não forem prevenidas, podem conduzir a factos que depois todos lamentaríamos. Penso que esta parte é pacífica e aceite por todos os cidadãos deste país.
As grandes questões colocam-se sobretudo do lado do rigor e do tratamento igualitário de todas as situações, e aqui começam a surgir as naturais divergências. Será que o mesmo rigor se aplica em todas as situações?
É sempre penoso fazer comparações, e estas competem às entidades responsáveis evidentemente, mas eu pergunto-me se o Palácio Nacional da Ajuda, o Palácio Nacional da Pena ou o Palácio Nacional de Sintra, para citar apenas alguns dos nossos palácios classificados reúnem condições mínimas de segurança para os seus visitantes, em caso de incêndio por exemplo, e se o pessoal que lá trabalha tem a devida formação para acudir a este tipo de emergência, e até se há planos implementados e testados no terreno para estas eventualidades?
Conheço toda a argumentação sobre o assunto, sei que há dificuldades em adaptar edifícios desta natureza às condições ideais e constantes dos regulamentos de segurança, mas também sei que à boa maneira portuguesa tudo está dependente do poder de desenrascanço do pessoal. Eu diria até que há dois pesos e duas medidas, porque a situação no campo da segurança é simplesmente calamitosa.
Tudo podia ser substancialmente diferente, com pouco investimento material e com a formação adequada do pessoal, mas o Estado fiscalizador, não cumpre a sua tarefa bem dentro de portas, nem sequer em monumentos classificados.
Houve desobediência do proprietário da ginjinha, e então o que é que há em alguns dos monumentos mais emblemáticos deste País?
A defesa dos consumidores e dos cidadãos em geral é absolutamente necessária, e o laxismo pode conduzir a situações que, se não forem prevenidas, podem conduzir a factos que depois todos lamentaríamos. Penso que esta parte é pacífica e aceite por todos os cidadãos deste país.
As grandes questões colocam-se sobretudo do lado do rigor e do tratamento igualitário de todas as situações, e aqui começam a surgir as naturais divergências. Será que o mesmo rigor se aplica em todas as situações?
É sempre penoso fazer comparações, e estas competem às entidades responsáveis evidentemente, mas eu pergunto-me se o Palácio Nacional da Ajuda, o Palácio Nacional da Pena ou o Palácio Nacional de Sintra, para citar apenas alguns dos nossos palácios classificados reúnem condições mínimas de segurança para os seus visitantes, em caso de incêndio por exemplo, e se o pessoal que lá trabalha tem a devida formação para acudir a este tipo de emergência, e até se há planos implementados e testados no terreno para estas eventualidades?
Conheço toda a argumentação sobre o assunto, sei que há dificuldades em adaptar edifícios desta natureza às condições ideais e constantes dos regulamentos de segurança, mas também sei que à boa maneira portuguesa tudo está dependente do poder de desenrascanço do pessoal. Eu diria até que há dois pesos e duas medidas, porque a situação no campo da segurança é simplesmente calamitosa.
Tudo podia ser substancialmente diferente, com pouco investimento material e com a formação adequada do pessoal, mas o Estado fiscalizador, não cumpre a sua tarefa bem dentro de portas, nem sequer em monumentos classificados.
Houve desobediência do proprietário da ginjinha, e então o que é que há em alguns dos monumentos mais emblemáticos deste País?
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