Já falei por aqui do país de
merceeiros que temos, porque são os únicos com negócio garantido, não só pela
posição dominante que têm da distribuição e do retalho, mas também porque as
pessoas precisam de comer para sobreviverem.
Um dos nossos grandes merceeiros
decidiu mudar a sede dos seus negócios para a Holanda, para pagar menos
impostos, e agora o outro vem dizer que a mão-de-obra barata é útil como base
para a economia.
Não são só os dois merceeiros, a
quem os sucessivos governos permitiram montes de grandes superfícies com
horários alargados e abertura aos sábados, domingos e feriados, que me
incomodam, também me incomodam, um banqueiro que acha que o povo aguenta fazer
mais sacrifícios, um primeiro-ministro que acha que o desemprego pode ser uma
boa oportunidade e um ministro das Finanças que não acerta uma única previsão.
Haja quem me explique que raio de
caminho é este que o país está a seguir, e para onde nos conduzem estes
personagens, se não para um buraco sem fundo…
