Ao longo destes últimos 3 anos
Passos Coelho e o seu executivo têm sucessivamente, e reiteradamente,
apresentado medidas que estavam feridas de inconstitucionalidades gritantes, e
foi uma constante ver e ouvir membros do governo a culparem o Tribunal
Constitucional e a Constituição pelas medidas com que nos tem espremido.
Numa altura em que se percebe que
o executivo já não passa duma manta de retalhos, em que nem sequer os
incompetentes são demitidos, talvez porque não haja substitutos para os
lugares, e que se questiona se não devemos aproveitar para ter eleições
antecipadas, até porque as previstas tornam bastante difícil a elaboração dum
Orçamento de Estado para 2016 com alguma tranquilidade, Passos Coelho volta a
mostrar a sua teimosia.
Com a mesma cara-de-pau com que
até há pouco se desculpou com a Constituição de com o TC, Passos Coelho vem
agora apoiar-se na Constituição para rejeitar eleições antecipadas, dizendo até
estar a pensar no país.
O actual 1º ministro ficará para
todo o sempre como o governante que mais vezes deu o dito por não dito, sem
nunca se retratar perante os eleitores portugueses. A demissão ficava-lhe bem,
mas este senhor é demasiado teimoso para fazer o que é correcto!
