É formidável a apetência para a
mentira dos que chegam a poder político. Quero crer que é mesmo essa
característica que faz com que alcancem as posições no poder político.
Passos Coelho disse uma coisa
enquanto candidato, e depressa se esqueceu do que disse e passou a fazer o seu
contrário, sem nunca admitir que terá mentido. A senhora ministra das Finanças
já disse coisas diferentes sobre os swap e mesmo assim os documentos que se vão
conhecendo, e os testemunhos de alguns protagonistas em casos tais, dizem
coisas diferentes, mas admitir a mentira é que não acontece.
Outra coisa que mete impressão é
ouvir o 1º ministro dizer que não tem (agora) um discurso eleitoralista e que
quer a verdade. Bem sei que mentira já não parece ser mentira mas sim uma
incorrecção factual, um equívoco, ou um engano.
O português é uma língua difícil
para alguns, mas para os políticos da nossa praça é verdadeiramente elástico.



