A Cultura tem sido usada por
diversos governos de todo o mundo como a flor na lapela de governantes vaidosos
e pouco interessados com os bens culturais.
Muito à frente das preocupações
culturais está, como sempre, o dinheiro, que afinal faz mexer as coisas.
O que se passa em Abu Dhabi, onde
estão em construção museus com ligações a grandes museus europeus, que a troco
de verbas chorudas permitem a utilização de nomes conhecidos, como o Louvre ou
o Guggenheim, e também dão apoio com colecções e assistência técnica. O
escândalo das más condições de trabalho na construção destes equipamentos não
te suscitado a devida indignação dos meios culturais e muito menos dos
políticos europeus que nem se pronunciam.
Não é mau que a Cultura possa
gerar dinheiro, directa e indirectamente, mas é péssimo que a troco de dinheiro
se “calem as consciências”.









