Ouvi as declarações do ministro das Obras Públicas, António Mendonça, e fiquei “maravilhado” com o espírito “visionário” deste governante. O senhor António Mendonça tece rasgados elogios ao TGV e salienta com inusitada clarividência os benefícios que Portugal poderá colher com esta obra pública.
A visão deste governante e a alusão apropriada à introdução do comboio a vapor como meio de transporte revolucionário no século XIX, dão um toque erudito à dissertação elogiosa do TGV.
Quanto às vantagens turísticas, futuras, que tanto a consultora contratada (quando custou?) como a Confederação do Turismo refere, parece-me que podem ser conseguidas com outras obras mais modestas, como o arranjo e revitalização do património edificado, oferta racional e programada de peças genuínas do nosso artesanato e criação de infra-estruturas e publicitação de inúmeras pérolas da ruralidade que ainda sobrevive no interior, apoiando assim a fixação de jovens nessas zonas, agora quase abandonadas.
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