Já abordei aqui algumas vezes o caso “estranhíssimo” que é o funcionamento do Palácio Nacional da Pena. Trata-se de um monumento classificado, cuja tutela transitou recentemente do, entretanto extinto, IPPAR para o novo Instituto dos Museus e da Conservação (IMC, I.P.), de acordo com a Portaria nº 377/2007 de 30 de Março, mas que, por mecanismos que não são do domínio público, está a ser “comandado ou gerido” pelos Parques de Sintra – Monte da Lua, uma sociedade anónima de capitais públicos.
Todo este imbróglio que envolve a gestão do Palácio Nacional da Pena, é apenas a ponta dum novelo ainda mais misterioso, que se prende também com os preços praticados nas bilheteiras desde os princípios de Agosto deste ano.
Acreditem meus amigos que o que está indicado a seguir é retirado da página da sociedade anónima PS – ML:
Crianças até 5 anos: entrada gratuita em todos os percursos
Adulto
Percurso T – Palácio Total. Todas as Áreas: 11€
Percurso A – Claustro e Capela. Inclui Percurso C: 9€
Percurso B - Palácio Novo. Inclui Percurso C: 9€
Percurso C – Terraços, Caminho de Ronda e Sala dos Veados: 7€
Jovem e Sénior
Percurso T - Palácio Total. Todas as Áreas: 9€
Percurso A – Claustro e Capela. Inclui Percurso C: 7€
Percurso B - Palácio Novo. Inclui Percurso C: 7€
Percurso C – Terraços, Caminho de Ronda e Sala dos Veados: 5€
* Todos os bilhetes de Percursos incluem a visita ao Parque da PenaEsta informação pode ser consultada (
AQUI)
Atendendo ao facto de as entradas nos monumentos e palácios nacionais, ainda que classificados como Património Mundial, não ultrapassam os 4,5€, parece-me que os preços praticados no Palácio Nacional da Pena estão muito inflacionados e que o pagamento do Parque é um logro, já que a maioria dos visitantes não o faz, nem o seu estado de conservação o recomenda.
Porque será que atentados desta natureza, ao bolso dos visitantes, são feitos a coberto de situações especiais, e pouco claras porque não foram divulgadas publicamente?
Será esta uma nova forma de promover a Cultura, ou apenas uma forma de poder sustentar uma empresa que se substitui ao próprio Ministério da Cultura e onde os salários de topo são bem interessantes, segundo se sussurra na zona?
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FOTOGRAFIA - JÓIAS

EKA SULIMA /Yoko Foto
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CARTOON
Patrick Chappatte