Pedro Passos Coelho teve um percurso que está de acordo com o que tem vindo a fazer e a dizer nos últimos tempos, enquanto líder do PSD. Depois da juventude partidária, onde esteve durante anos, decidiu ir para a iniciativa privada onde se dizia que estava a ter uma carreira promissora, voltando no entanto para as lides partidárias quando era evidente que o PSD tinha que mudar de dirigentes.
O PSD deixou definitivamente de ser social-democrata, ainda que continue a apresentar essa designação na sua sigla. O líder deste partido tem como desígnio rever a Constituição Portuguesa, de onde pretende retirar a gratuitidade da Saúde e da Educação.
As preocupações sociais de PPC começam com o desmantelamento do Estado social, passam pela liberalização dos despedimentos e acabam com a perversão total do espírito do 25 de Abril.
Não foi para isto que se fez a revolução dos cravos. Não foi para isto que muitos de nós lutámos nestas décadas, procurando que Portugal fosse um país mais justo, mais democrático e onde as pessoas estivessem em 1º lugar.
Quando todos julgavam que pior do que Sócrates não podia existir, eis que aparece um dirigente partidário que é igualmente mau, e que pretende fazer ainda pior. Isto está mesmo a necessitar duma vassourada!...

