Já não somos só eu e os meus
amigos que estamos cheios de raiva à conta das partidas que Passos Coelho e
seus muchachos nos andam a pregar.
Hoje estive numa repartição de
finanças, e clientes e funcionários trocavam palavras pouco abonatórias em
relação a este executivo. Uns queixavam-se dos valores apurados pelas Finanças
para o imobiliário ser tributado pelo IMI, alguns de maior idade perguntavam
porque é que tinham de preencher e entregar a declaração de IRS com pensões de miséria,
e um funcionário lamentava a sua sorte pois temia ir brevemente para a rua,
como já aconteceu com outros colegas nas mesmas condições contratuais.
As coisas em 2013 vão agravar-se,
quer devido a despedimentos, que agora se chamam rescisões de mútuo acordo, com
cortes salariais a que chamam racionalização de meios, e com mais desemprego,
que será cada vez mais desprotegido.
Portugal está à deriva, a Europa
é uma desunião completa, tutelada por uma Alemanha que mais uma vez pretende
levar o mundo até às portas de mais uma guerra. A pergunta com que me despeço
é: quando for público que Portugal é incapaz de pagar a sua dívida, o que é que
acontecerá ao dinheiro dos portugueses, que estã depositados em bancos nacinais?
Seremos o próximo Chipre?
