A Grécia recorreu à ajuda externa
cerca de dois anos antes de Portugal, e apesar das diferenças que dizem ter
estado na origem dos seus problemas, a receita que lá foi aplicada foi
replicada aqui em toda a sua extensão.
Os cortes salariais, os cortes
nas ajudas sociais, os aumentos de impostos e os cortes orçamentais
generalizados, são da mesma natureza, bem como as ajudas ao sistema bancário.
A situação na Grécia é de
desespero para multidões de desempregados, é a angústia dos que ainda têm
emprego ou que ainda têm pequenas empresas, porque a economia não pára de se
contrair desde que a crise se instalou.
Uma das frases que melhor retrata
o estado de espírito dos gregos foi: “na Grécia já ninguém fala ou ri no metro,é como se fosse um cemitério”. O recurso às instituições de caridade é tremendo
e a capacidade de resposta já é diminuta.
“O bom caminho” que nos indicam
pode muito bem vir a ser este, caso se continue a apostar nesta receita que já
deu os seus (péssimos) resultados.
