O povo português tem sido
castigado com medidas que o sufocam, sempre com o pretexto da crise nacional,
por um governo que não trata todos da mesma maneira. A famigerada crise não foi
causada pelo comum dos cidadãos, como querem fazer crer, com a frase “viveram
acimas das suas possibilidades”, mas sim por uma elite composta pelos
accionistas dos bancos e maus governantes.
Quando agora Passos Coelho e
companhia cantam hinos de glória por terem conseguido superar as metas
estabelecidas (e corrigidas) para o défice de 2013, há que analisar alguns dos
números que foram conhecidos e pouco discutidos.
O Estado arrecadou mais 3,2 mil
milhões de euros em IRS em 2013, o que significa um aumento de mais de 35%
relativamente a 2012. O aumento da cobrança de IRS mostra bem quem suportou “o
milagre” de que o governo se vangloria pois nenhum outro imposto teve um
incremento que se lhe compare.
Cruzando as cobranças de impostos
em 2013 e as promessas de alívio fiscal para 2014, temos que Passos Coelho
pretende aliviar o IRC mantendo os escalões de IRS. Não sejamos inocentes pensando
que a descida do IRC será bom para a diminuição do desemprego e para o
investimento, porque qualquer melhoria depende mais do comportamento da
economia europeia do que dessas medidas, que apenas serão benéficas para
aumentar os lucros das grandes empresas.
Além de sermos espremidos até ao
tutano ainda tentam enganar-nos com números avulsos, como também acontece com
os desemprego, que diminui sem a criação de mais postos de trabalho do que os
que acabam, ou com o consumo para 2014 que aumentará (?) quando os rendimentos
do trabalho diminuem.
Chega de embustes!
