Mostrar mensagens com a etiqueta Destituição. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Destituição. Mostrar todas as mensagens

sábado, setembro 08, 2012

SÓ PODE SER DESTITUIDO



O respeito pelas pessoas e pelas instituições foi-me inculcado por muitas pessoas que contribuíram para o meu processo de crescimento enquanto ser humano. Esse respeito, contudo, está sempre dependente do modo como as pessoas ou instituições procedem, pois não há respeito sem reciprocidade.

Este governo foi sufragado nas urnas com promessas feitas ao eleitorado, que não honrou, o que bastava para eu não o respeitar, mas não se limitou a mentir, foi ainda mais longe, persistindo sistematicamente no mesmo erro, apesar dos maus resultados.

Agora Passos Coelho foi até para além do próprio acórdão do Tribunal Constitucional, e não só manteve o que antes foi chumbado, mudando apenas o método, como estendeu ainda os cortes aos trabalhadores do privado, aliviando a “factura” ao patronato, alegando que assim criaria empregos, tese que não é partilhada por ninguém.

O estratagema de cortar os subsídios aumentando as contribuições para a Segurança Social, nuns brutais 60%, é um embuste pois esse dinheiro vai para colmatar o défice e não robustecer os cofres da Segurança Social. A mentira fica mais composta ainda com o facto de ter dito que não tinha escolhido aumentar os impostos, quando o vai fazer com a diminuição dos escalões do IRS (único imposto que vai crescendo) e com estas contribuições forçadas para um sistema de Segurança Social que cada vez menos protege quem dele necessita.

Os portugueses só podem mesmo exigir que este governo seja destituído, pois a sua legitimidade há muito que se esfumou. Outra solução, talvez menos agradável, é obriga-lo a demitir-se à força, o que será sempre a última hipótese a considerar.


VÍDEO SUGERIDO