O respeito pelas pessoas e pelas
instituições foi-me inculcado por muitas pessoas que contribuíram para o meu
processo de crescimento enquanto ser humano. Esse respeito, contudo, está
sempre dependente do modo como as pessoas ou instituições procedem, pois não há
respeito sem reciprocidade.
Este governo foi sufragado nas
urnas com promessas feitas ao eleitorado, que não honrou, o que bastava para eu
não o respeitar, mas não se limitou a mentir, foi ainda mais longe, persistindo
sistematicamente no mesmo erro, apesar dos maus resultados.
Agora Passos Coelho foi até para
além do próprio acórdão do Tribunal Constitucional, e não só manteve o que
antes foi chumbado, mudando apenas o método, como estendeu ainda os cortes aos
trabalhadores do privado, aliviando a “factura” ao patronato, alegando que
assim criaria empregos, tese que não é partilhada por ninguém.
O estratagema de cortar os
subsídios aumentando as contribuições para a Segurança Social, nuns brutais
60%, é um embuste pois esse dinheiro vai para colmatar o défice e não
robustecer os cofres da Segurança Social. A mentira fica mais composta ainda
com o facto de ter dito que não tinha escolhido aumentar os impostos, quando o
vai fazer com a diminuição dos escalões do IRS (único imposto que vai
crescendo) e com estas contribuições forçadas para um sistema de Segurança
Social que cada vez menos protege quem dele necessita.
Os portugueses só podem mesmo
exigir que este governo seja destituído, pois a sua legitimidade há muito que
se esfumou. Outra solução, talvez menos agradável, é obriga-lo a demitir-se à
força, o que será sempre a última hipótese a considerar.
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