O DN de ontem, quarta-feira 2 de Abril de 2008, eleva a título «Património precisa de uns 50 milhões», e logo abaixo esclarece que este era o valor estimado em 2006 para recuperar edifícios históricos. Estas estimativas referiam-se a um conjunto de 55 monumentos, devidamente catalogados à data, segundo o risco de derrocada estimado, calculado em três níveis – baixo, médio e elevado.
Eu já aflorei aqui por diversas vezes este problema, e também a exiguidade dos orçamentos do Ministério da Cultura e o excesso de centralismo na sua gestão, que agrava enormemente a situação. Estes meus reparos já me valeram alguns mails dizendo que eram alarmistas, que não existia risco nenhum, e que estavam em curso grandes obras de reabilitação às quais eu não me referia. Pelo contrário, quase só falei de monumentos bastante visitados, onde a degradação é perfeitamente visível, embora se tratem de monumentos emblemáticos e que até atraem inúmero público. Também estou a para do que tem sido feito nestes últimos 5 anos, e posso afirmar que na quase totalidade dos casos, apenas se fizeram remendos. Há excepções duas ou três, mas são mesmo excepções e são na zona centro do país.
Enquanto houve verbas dos fundos comunitários, fez-se obra sim senhor, reabilitaram-se diversos museus e monumentos, mas quando esses dinheiros começaram a ser escassos, passou-se aos remendos e entrou no esquecimento os trabalhos de manutenção, deixando-se degradar o Património. Hoje é fácil reparar em muralhas em risco de derrocada, fachadas sujas e com rebocos degradados, pingueiras e infiltrações quando chove, paredes interiores manchadas e sujas, jardins ao abandono, etc. Estamos a falar de edifícios antigos em que a manutenção tem de ser constante, e que a não ser feita atempadamente leva a que as intervenções se tornem muitíssimo mais caras.
O desinvestimento no Património, em Portugal, contrasta com o que se passa por essa Europa fora, começando aqui pelos nossos vizinhos, e o que se nos afigura num horizonte mais próximo do que alguns vaticinam, é a entrega de Monumentos Nacionais a privados, como aliás já se desenha e adivinha. Alarmista? Talvez, mas já me chamaram isso antes quando falei em degradação, por isso vamos ver o que se segue, e se os portugueses a isso vão assistir passivamente.
Eu já aflorei aqui por diversas vezes este problema, e também a exiguidade dos orçamentos do Ministério da Cultura e o excesso de centralismo na sua gestão, que agrava enormemente a situação. Estes meus reparos já me valeram alguns mails dizendo que eram alarmistas, que não existia risco nenhum, e que estavam em curso grandes obras de reabilitação às quais eu não me referia. Pelo contrário, quase só falei de monumentos bastante visitados, onde a degradação é perfeitamente visível, embora se tratem de monumentos emblemáticos e que até atraem inúmero público. Também estou a para do que tem sido feito nestes últimos 5 anos, e posso afirmar que na quase totalidade dos casos, apenas se fizeram remendos. Há excepções duas ou três, mas são mesmo excepções e são na zona centro do país.
Enquanto houve verbas dos fundos comunitários, fez-se obra sim senhor, reabilitaram-se diversos museus e monumentos, mas quando esses dinheiros começaram a ser escassos, passou-se aos remendos e entrou no esquecimento os trabalhos de manutenção, deixando-se degradar o Património. Hoje é fácil reparar em muralhas em risco de derrocada, fachadas sujas e com rebocos degradados, pingueiras e infiltrações quando chove, paredes interiores manchadas e sujas, jardins ao abandono, etc. Estamos a falar de edifícios antigos em que a manutenção tem de ser constante, e que a não ser feita atempadamente leva a que as intervenções se tornem muitíssimo mais caras.
O desinvestimento no Património, em Portugal, contrasta com o que se passa por essa Europa fora, começando aqui pelos nossos vizinhos, e o que se nos afigura num horizonte mais próximo do que alguns vaticinam, é a entrega de Monumentos Nacionais a privados, como aliás já se desenha e adivinha. Alarmista? Talvez, mas já me chamaram isso antes quando falei em degradação, por isso vamos ver o que se segue, e se os portugueses a isso vão assistir passivamente.
NOTA: Este é o meu post nº 600




