Marcelo Rebelo de Sousa assumiu a sua candidatura à Presidência da República logo após se conhecerem os resultados das eleições para a Assembleia da República. É evidente que a sua candidatura é legítima e que não pode ser posta em causa, mas como se sabe, é o mais alto cargo da nação para o qual se exige a maior isenção.
O agora candidato ao lugar, teve um papel muito activo nas eleições que terminaram à pouco, onde defendeu as ideias do seu partido, e da coligação pela qual se apresentou ao eleitorado, em detrimento de outras candidaturas que tam bem se apresentaram ao acto eleitoral.
Que garantias pode dar aos portugueses um candidato que defendeu um projecto político, especificamente o do PaF, que será independente tanto no caso da coligação ser governo, como no caso de ser oposição. Aceitará ele as ideias da oposição com a qual mostrou discordância, ou poderá apoiar as ideias dum governo com ideias com que discordou ainda há poucos dias?
Poderá Marcelo reunir a confiança dos portugueses que ainda se lembram que ele fez campanha ao lado de Passos Coelho e Paulo Portas? Eu não confio!

