Segundo as últimas notícias
parece já ser impossível atingir as metas dos impostos e da Segurança Social
previstas no OE deste ano. O falhanço nos cálculos do ministro das Finanças
prova que o aumento dos impostos e os cortes dos subsídios de férias e de Natal
dos funcionários públicos e pensionistas, foram prejudiciais.
As receitas dos impostos ficaram
bem abaixo do previsto e apenas o IRS, o imposto sobre o trabalho, teve um
aumento. O que ficou bem claro para todos foi o facto de a receita do 1º
semestre deste ano ficou abaixo da recolhida no mesmo período de 2008, com
taxas inferiores.
Outro ministro cuja acção tem
sido desastrosa, e nem falo da sua falta de aptidão para a política, foi o da
pasta da Economia. As alterações do código do trabalho e a consequente baixa de
salários, aliados com o aumento do desemprego, mostram a sua falta de eficácia.
A situação vai piorar com toda a
certeza, se este executivo teimar em ser mais troikista do que a troika, e se o
consumo interno continuar a reduzir-se devido à baixa de salários e ao aumento
do desemprego. A panaceia das exportações pode ser boa para o equilíbrio da
balança de pagamentos, mas não gera impostos cá dentro, como se sabe.

