Fico fulo quando uns quantos
senhores, ditos especialistas, nos vêm impingir umas quantas ideias que apenas
querem dizer que existem uns cidadãos mais importantes que outros, perante as
leis ou perante os direitos que a todos assistem.
Li agora que há “fiscalistas que
defendem protecção de dados reforçada para titulares de cargos públicos”. Eu
nem queria acreditar no que estava a ler, tal a enormidade da afirmação.
Dizem estes “especialistas” que a
protecção de dados dos cidadãos deve ser garantida, entenda-se a dos cidadãos
normais, e depois defendem um outro “patamar” de protecção para determinados
detentores de cargos públicos.
Não me vou socorrer da
Constituição para defender a igualdade de tratamento dos cidadãos pelas entidades
públicas, porque me parece redundante, como redundante é defender a protecção
de dados para todos, mas “reforçada” para uns senhores que deviam ser um
exemplo para todos os outros.
Senhores fiscalistas, se há
alguém que tenha medo do escrutínio público, então o que tem a fazer é não ser
candidato a nenhum cargo público, ou será que para vocês é precisamente o
contrário?
Que fique bem claro que não
defendo a devassa dos dados de cada um, mas também não posso admitir que haja
cidadãos de primeira e de segunda, perante o fisco ou perante qualquer outra instituição.
