Apesar de muitas tentativas de
centralização do poder real, foi só no reinado de D. João II que Portugal
deixou de ser um reino dominado pelo poder feudal.
O centralismo e o autoritarismo
de D. João II, atingiu o seu ponto mais alto, acabando por confundir-se com a
tirania. Note-se que este absolutismo precede outros por toda a Europa, como
por exemplo na França onde só se instalará quase um século depois.
A família de Bragança era a mais
poderosa à época, e por isso a execução do duque de Bragança, a pretexto de
conspiração, nunca provada, foi apenas um dos diversos episódios conspirativos
severamente reprimidos.
O confisco dos bens dos
considerados conspiradores, a coroa viu a sua riqueza aumentar dum modo bem
expressivo. Se a nobreza perdeu boa parte dos seus privilégios, também o clero
viu diminuída a sua influência, especialmente depois da morte por envenenamento
na prisão do bispo de Évora.
Os seus processos para
implementar o absolutismo foram mais tarde replicados pelo Marquês de Pombal,
sendo que na altura os Bragança foram substituídos pelos Távoras…
