Este sábado e domingo, resolvi encontrar-me com um amigo de longa data que conhece bem os museus e os monumentos, para trocarmos umas impressões sobre o que se faz, ou não, nestes serviços dependentes do Ministério da Cultura. Por sua sugestão começámos pelo Museu do Azulejo, seguiu-se o Museu das Janelas Verdes, o dos Coches, o de Arqueologia, os Jerónimos e a Torre de Belém, no sábado, e o Palácio de Monserrate e o de Queluz no domingo.
Não há nada como fazer visitas destas com alguém que conheça bem os edifícios e colecções, para se ter uma visão crítica e fundamentada sobre os aspectos de conservação e de exposição. Apesar de já conhecer todos estes museus e monumentos, e mesmo estando ligado à construção civil e à decoração de espaços, confesso que sem as chamadas de atenção de quem sente os problemas no seu trabalho diário, muito do que agora vi ter-me ía passado despercebido.
Apercebi-me de infiltrações, de peças em exposição que necessitam de trabalhos de conservação e até de restauro, de faltas de pessoal e de formação dos mesmos, até porque muitos são contratados. Também foi curioso ver que a informação é deficiente, e às vezes muito má e pouco cuidada, já para não falar da qualidade das lojas que visitei, onde é mais fácil encontrar um lápis ou uma porcelana do que um livro técnico sobre azulejos ou sobre estilos arquitectónicos.
Sobre jardins já tinha tido um mau exemplo na zona circundante do Palácio da Ajuda, mas fiquei estarrecido com o Palácio de Monserrate, onde já não ía há alguns anos e pior ainda com o Palácio de Queluz, que é uma (má) caricatura do que eu conhecia há quinze ou vinte anos atrás.
Não sei se o meu amigo tem razão, eu gostaria que não, mas segundo ele, parece que a intenção é deixar estes serviços afundarem-se, justificando assim a sua entrega à gestão privada, mais ágil e dinâmica, ainda que muito mais cara, porque não há almoços grátis, como diz um certo cronista.
Não há nada como fazer visitas destas com alguém que conheça bem os edifícios e colecções, para se ter uma visão crítica e fundamentada sobre os aspectos de conservação e de exposição. Apesar de já conhecer todos estes museus e monumentos, e mesmo estando ligado à construção civil e à decoração de espaços, confesso que sem as chamadas de atenção de quem sente os problemas no seu trabalho diário, muito do que agora vi ter-me ía passado despercebido.
Apercebi-me de infiltrações, de peças em exposição que necessitam de trabalhos de conservação e até de restauro, de faltas de pessoal e de formação dos mesmos, até porque muitos são contratados. Também foi curioso ver que a informação é deficiente, e às vezes muito má e pouco cuidada, já para não falar da qualidade das lojas que visitei, onde é mais fácil encontrar um lápis ou uma porcelana do que um livro técnico sobre azulejos ou sobre estilos arquitectónicos.
Sobre jardins já tinha tido um mau exemplo na zona circundante do Palácio da Ajuda, mas fiquei estarrecido com o Palácio de Monserrate, onde já não ía há alguns anos e pior ainda com o Palácio de Queluz, que é uma (má) caricatura do que eu conhecia há quinze ou vinte anos atrás.
Não sei se o meu amigo tem razão, eu gostaria que não, mas segundo ele, parece que a intenção é deixar estes serviços afundarem-se, justificando assim a sua entrega à gestão privada, mais ágil e dinâmica, ainda que muito mais cara, porque não há almoços grátis, como diz um certo cronista.
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FOTOS INCORRECTAS



